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Publicado em: 04 maio 2026
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Autor: Rui Ribeiro

Bolsas americanas fixam novos máximos

As bolsas fecharam num nota positiva na semana passada com a ajuda dos resultados das empresas, apesar do preço do petróleo superar momentaneamente os 125 dólares por barril.

O preço do petróleo chegou a superar momentaneamente os 125 dólares por barril, tendo depois recuado para fechar a semana nos 108,21 dólares (+2,6%), com o Irão a apresentar uma nova proposta para reiniciar as negociações com Washington. Felizmente, os resultados das empresas ajudaram as bolsas a fecharem positivas, com a maioria das empresas a manterem, pelo menos por agora, as suas projeções. 

Os mercados bolsistas europeus fecharam perto da linha de água, com o Stoxx Europe 600 a subir 0,1%. O DAX alemão ganhou 0,7%, mas o AEX de Amesterdão recuou 0,6%. Nos EUA, as bolsas fecharam em alta, com o S&P 500 a subir 0,9% e o índice tecnológico Nasdaq a valorizar 1,1%. 

Foi uma semana agitada em termos da divulgação de resultados empresariais, que incluíram as grandes tecnológicas americanas, como a Apple (+3,3%), a Amazon (+1,6%) e a Alphabet (+12%), cujos anúncios foram bem recebidos. Ao invés, a reação não foi tão positiva nos casos da Microsoft (-2,4%) e da Meta (-9,8%). No setor dos semicondutores (-0,2%), que tem apresentado uma procura elevada nas últimas semanas (ver gráfico), a NXP (+21%) também divulgou números muito bons. 

O setor energético subiu 3%, beneficiando de fortes resultados trimestrais das petrolíferas TotalEnergies (+3%), Exxon Mobil (+2,6%) e Chevron (+2,9%). O setor financeiro europeu valorizou 1%, após os bons resultados do Santander (+1,8%) e do UBS (+6%) e apesar dos números mistos do BNP Paribas (+0,2%) e da Société Générale (-1%). 

Lisboa liderou os ganhos 

A bolsa de Lisboa voltou a estar em destaque na semana passada, com o índice PSI a valorizar 2,4%. Desde o início do ano, o ganho acumulado é agora de 13,1%. 

Das empresas nacionais acompanhadas pela DECO PROteste Investe, apenas a Jerónimo Martins (-0,2%), que irá pagar um dividendo líquido de 0,468 euros por ação no próximo dia 12 de maio, e a Corticeira Amorim (-1,7%) fecharam no vermelho. 

A liderar os ganhos esteve a EDP Renováveis (+4,8%), já que o elevado preço do petróleo, em teoria, torna as energias renováveis mais atrativas. A sua casa mãe EDP ganhou 2,4%. 

A Galp (+3,9%) abriu a época de resultados trimestrais em Portugal, ao apresentar uma subida de 41% do lucro recorrente, que beneficiou sobretudo da subida da produção e do preço do ouro negro. Pela positiva, realce ainda para a Semapa (+4,5%) e para o BCP (+4,4%), que registaram valorizações superiores a 4%. 

Números da semana

+41%           

A subida da produção, a alta do preço do petróleo e o aumento das margens de refinação levaram a Galp a registar uma subida de 41% do lucro recorrente no primeiro trimestre. Porém, o registo contabilístico de perdas elevadas com derivados fez com que o lucro líquido global fosse negativo.  

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Apesar da guerra no Irão não estar terminada e da escalada do preço do ouro negro, os bons resultados empresariais sustentam os índices bolsistas americanos, com o Nasdaq a fixar um novo máximo histórico na sexta-feira, ultrapassando pela primeira vez os 25 000 pontos. 

Top subidas

NXP Semicond. +21,0%
Intel +20,7%
Teva Pharma +14,1%
Alphabet A +12,0%
Aperam +11,3%

Top descidas

Check Point -15,0%
PostNL -10,7%
Corning -10,0%
Meta Platforms -9,8%
Stellantis -9,2%

A semana em números

Principais Bolsas
Europa Stoxx 600 +0,1% 
EUA S&P 500 +0,9% 
EUA Nasdaq +1,1% 
Lisboa PSI +2,4% 
Frankfurt DAX +0,7% 
Londres FTSE 100 -0,2% 
Tóquio NIKKEI 225 -0,3% 

Variação das cotações entre 24/4/26 a 01/5/26, em moeda local.

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