A incerteza em torno da situação no Médio Oriente e a ausência de negociações entre EUA e Irão continuam a penalizar a moral dos investidores. Mas, graças à tecnologia (+3,5%), o S&P 500 (+0,6%) e o Nasdaq (+1,5%) estão positivos e atingiram mesmo novos máximos históricos. Penalizada pela subida do petróleo (+16,1%), a Europa enfrenta mais dificuldades, com queda de 2,5% do Stoxx Europe 600. Recuo de 3,2% em Paris e de 2,3% em Frankfurt.
Os semicondutores registaram um ganho de 7,16% após bons resultados da Texas Instruments (+20,6%) e Intel (+20,5%). Subida de 13% da NXP e de 10,2% da Melexis. Já as cotadas de software (+0,8%) mantêm a desconfiança. O aumento das receitas da IBM (-8,5%) abrandou no primeiro trimestre. Subida de 0,4% da Microsoft.
O setor alimentar europeu caiu 1,5% após resultados acima das expectativas da Nestlé (+2,7%) e da Danone (-0,9%). A AB InBev caiu 3,7%. Já a Coca Cola registou uma subida de 1,2%.
A subida do petróleo permite ao setor energético ganhar 2,9%. Mas o transporte aéreo europeu (-8,3%) permanece negativo.
Queda de 8,9% no setor de defesa após receção negativa dos resultados da Thales (-12%) e da Lockheed Martin (-13,3%).
Energia sustenta bolsa de Lisboa
A bolsa de Lisboa permaneceu estável esta última semana (-0,7%). Desde o início do ano, o índice PSI está a valorizar 10,4%. Numa semana sem notícias empresariais muito relevantes, destaque para a descida da Mota-Engil (-7,5%). Devido, em parte, à decisão do consórcio de substituir a empresa chinesa, que beneficiou indevidamente de subvenções estrangeiras, por uma empresa polaca para a construção da linha violeta do metro de Lisboa.
Nas quedas da semana, os CTT vieram de seguida, ao desvalorizar 4,7%, seguido do BCP (-3,6%) e Jerónimo Martins (-3,5%). A SONAE, apesar da subida de 11% do lucro por ação nos resultados anuais, caiu 2,5% na semana. A Corticeira Amorim perdeu 1,8%.
Ainda pela negativa, o setor da pasta e do papel registou uma ligeira correção na última semana. A Navigator recuou 2,5%, destacando-se como a queda mais acentuada do grupo. A Semapa desceu 1,3%, enquanto a Altri desvalorizou 0,5%. O estímulo da Bolsa de Lisboa esta última semana foi o setor de energia, tendo a EDP subido 2,8% e a Galp 4%. Dentro das energias renováveis a EDP Renováveis subiu 1,3%.
Números da semana
+22%
Os mercados emergentes do Extremo Oriente medidos em dólares valorizaram 22% desde o início do ano, tendo o principal motor sido as valorizações de empresas tecnológicas do Taiwan e da Coreia do Sul como a Taiwan Semiconductor, a Samsung e a SK Hynix.
+29,8%
A bolsa do Brasil valorizou 29,8%, desde o início do ano, medida em euros, principalmente devido ao benefício indireto da subida dos preços da energia e de matérias-primas como os fertilizantes, provocada pelo conflito no Médio Oriente.
Top subidas
Texas Instrumen. +20,6%Intel +20,5%
Nxp +13%
Melexis +10,2%
Vallourec +8,3%
Top descidas
Mtu Aero Engines -15,7%Lockheed Martin -13,3%
Thales -12%
Kion Group -10,8%
Bae Systems -10,4%
A semana em números
Principais Bolsas
Europa Stoxx 600 -2,5%
EUA S&P 500 +0,6%
EUA Nasdaq +1,5%
Lisboa PSI -0,7%
Frankfurt DAX -2,3%
Londres FTSE 100 -2,7%
Tóquio NIKKEI 225 +2,1%
Variação das cotações entre 17/4/26 a 24/4/26, em moeda local.