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Publicado em: 27 abril 2026
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Autor: Adelino Gonçalves

Semicondutores impulsionam as bolsas americanas

Os semicondutores registaram um ganho de 7,16% após bons resultados da Texas Instruments (+20,6%) e Intel (+20,5%). 

A incerteza em torno da situação no Médio Oriente e a ausência de negociações entre EUA e Irão continuam a penalizar a moral dos investidores. Mas, graças à tecnologia (+3,5%), o S&P 500 (+0,6%) e o Nasdaq (+1,5%) estão positivos e atingiram mesmo novos máximos históricos. Penalizada pela subida do petróleo (+16,1%), a Europa enfrenta mais dificuldades, com queda de 2,5% do Stoxx Europe 600. Recuo de 3,2% em Paris e de 2,3% em Frankfurt. 

Os semicondutores registaram um ganho de 7,16% após bons resultados da Texas Instruments (+20,6%) e Intel (+20,5%). Subida de 13% da NXP e de 10,2% da Melexis. Já as cotadas de software (+0,8%) mantêm a desconfiança. O aumento das receitas da IBM (-8,5%) abrandou no primeiro trimestre. Subida de 0,4% da Microsoft. 

O setor alimentar europeu caiu 1,5% após resultados acima das expectativas da Nestlé (+2,7%) e da Danone (-0,9%). A AB InBev caiu 3,7%. Já a Coca Cola registou uma subida de 1,2%. 

A subida do petróleo permite ao setor energético ganhar 2,9%. Mas o transporte aéreo europeu (-8,3%) permanece negativo.  

Queda de 8,9% no setor de defesa após receção negativa dos resultados da Thales (-12%) e da Lockheed Martin (-13,3%). 

Energia sustenta bolsa de Lisboa 

A bolsa de Lisboa permaneceu estável esta última semana (-0,7%). Desde o início do ano, o índice PSI está a valorizar 10,4%. Numa semana sem notícias empresariais muito relevantes, destaque para a descida da Mota-Engil (-7,5%). Devido, em parte, à decisão do consórcio de substituir a empresa chinesa, que beneficiou indevidamente de subvenções estrangeiras, por uma empresa polaca para a construção da linha violeta do metro de Lisboa.  

Nas quedas da semana, os CTT vieram de seguida, ao desvalorizar 4,7%, seguido do BCP (-3,6%) e Jerónimo Martins (-3,5%). A SONAE, apesar da subida de 11% do lucro por ação nos resultados anuais, caiu 2,5% na semana. A Corticeira Amorim perdeu 1,8%.

Ainda pela negativa, o setor da pasta e do papel registou uma ligeira correção na última semana. A Navigator recuou 2,5%, destacando-se como a queda mais acentuada do grupo. A Semapa desceu 1,3%, enquanto a Altri desvalorizou 0,5%. O estímulo da Bolsa de Lisboa esta última semana foi o setor de energia, tendo a EDP subido 2,8% e a Galp 4%. Dentro das energias renováveis a EDP Renováveis subiu 1,3%. 

Números da semana

+22%           

Os mercados emergentes do Extremo Oriente medidos em dólares valorizaram 22% desde o início do ano, tendo o principal motor sido as valorizações de empresas tecnológicas do Taiwan e da Coreia do Sul como a Taiwan Semiconductor, a Samsung e a SK Hynix. 

+29,8%          

A bolsa do Brasil valorizou 29,8%, desde o início do ano, medida em euros, principalmente devido ao benefício indireto da subida dos preços da energia e de matérias-primas como os fertilizantes, provocada pelo conflito no Médio Oriente. 

Top subidas

Texas Instrumen. +20,6%
Intel +20,5%
Nxp +13%
Melexis +10,2%
Vallourec +8,3%
 

Top descidas

Mtu Aero Engines -15,7%
Lockheed Martin -13,3%
Thales -12%
Kion Group -10,8%
Bae Systems -10,4%
 

A semana em números

Principais Bolsas
Europa Stoxx 600 -2,5% 
EUA S&P 500 +0,6% 
EUA Nasdaq +1,5% 
Lisboa PSI -0,7% 
Frankfurt DAX -2,3% 
Londres FTSE 100 -2,7% 
Tóquio NIKKEI 225 +2,1% 

Variação das cotações entre 17/4/26 a 24/4/26, em moeda local.