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Publicado em: 01 junho 2026
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Autor: João Sousa

Recordes em Wall Street

Bolsas mundiais sobem com tecnologia e IA, petróleo cai e bolsa de Lisboa fecha a semana com perdas de 1%.

Os mercados continuam atentos às mudanças frequentes nas negociações entre os EUA e o Irão. A redução da tensão surge numa altura favorável, a poucas semanas da entrada em bolsa da SpaceX, cuja capitalização, segundo as estimativas, pode atingir 2 biliões de dólares.

O S&P 500 e o Nasdaq avançaram 1,4% e 2,4%, atingindo novos máximos históricos. A Europa (+0,1% para o STOXX Europe 600) terminou a semana estável. Amesterdão recuou 1%, enquanto Frankfurt ganhou 0,9%. Os investidores que pretendem aumentar o risco das carteiras voltaram-se para o setor tecnológico (+4,7%) que ganha 26,1% desde o início do ano e para as empresas ligadas à inteligência artificial.

Os semicondutores avançaram 5,3% (+6,5% na Europa). A NXP Semiconductors ganhou 1,5%, a Meta Platforms subiu 3,6% e a Microsoft valorizou 7,6%. O setor da energia foi o principal perdedor da semana, com uma queda de 3%, penalizado pela descida do petróleo (-9,6%). A Exxon Mobil recuou 6,2% e a TotalEnergies perdeu 4,4%. O setor do transporte aéreo recuperou 6,6%.

O setor automóvel mundial subiu 3,4%. A Stellantis valorizou 5,5% e a Renault avançou 6,2%.

Os setores mais defensivos perderam atratividade, com a alimentação a recuar 1,8% e os serviços públicos 0,6%.

Lisboa a cair 1%

A bolsa de Lisboa fechou a semana com uma queda de 1%, em contraciclo com principais congéneres mundiais.

Prosseguiu a época de divulgação de resultados das empresas. A Ibersol apresentou as contas do trimestre com uma perda 3,5 milhões de euros (ME), mas a ação manteve-se estável (+0,2%). A Altri (-5,4%) que recentemente divulgou fracos resultados trimestrais (-7,3 ME), liderou as perdas da semana. Seguiu-se os CTT (-4,3%) e a Jerónimo Martins (-2,9%).

Com a existência de um novo acordo entre o Irão e os EUA, que voltou a fazer o preço do petróleo cair 9,6% na semana, as empresas de energia tiveram uma semana de quedas: A Galp desvalorizou 2,4%, seguindo-se a EDP e a EDP Renováveis (-1,7 e -1,3% respetivamente). A REN também desvalorizou 1%.

Já a Navigator (+0,3) e a Semapa (+0,6%) mantiveram-se estáveis.

Destaque para a construtora Mota-Engil que foi a empresa que mais valorizou na praça de Lisboa (+2%), seguida da Sonae (+1,2%) e do BCP (+1,0%), que passados 11 anos, volta a chegar perto do patamar de 1 euro por ação.

Números da semana

26 973          

O índice Nasdaq voltou a atingir novo máximo, tendo chegado a cotar acima de 27 000 dólares, pela primeira vez, durante a semana passada, fechando a 26 973 dólares (+16,8% em 2026).

+212,8%         

Com a aquisição de quase 10% da Intel pela administração Trump, o otimismo na divisão de IA, e com resultados no primeiro trimestre que superaram as expectativas, a Intel valoriza 212,8% desde o início deste ano.

Top subidas

The Swatch G. +8,3%
Adidas +7,8%
Microsoft +7,6%
Renault +6,2%
Airbus +6,0% 
 

Top descidas

Corning -6,6%
Exxon Mobil -6,2%
Carrefour -6,2%
Medtronic -6,1%
Altri -5,4%
 

A semana em números

Principais Bolsas:
Europa Stoxx 600 +0,1% 
EUA S&P 500 +1,4% 
EUA Nasdaq +2,4% 
Lisboa PSI +1,0% 
Frankfurt DAX +0,9% 
Londres FTSE 100 -0,5% 
Tóquio NIKKEI 225 +4,7% 

Variação das cotações entre 22/5/26 a 29/5/26, em moeda local.

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