A semana termina sob pressão nos mercados financeiros, marcada por um regresso da aversão ao risco. Nos EUA o S&P 500 recua 2,6%, enquanto o Nasdaq cai 4,7%, penalizado pela correção acentuada das tecnológicas.
Na Europa, o Stoxx Europe 600 mantém-se quase estável (-0,5%), com os investidores a adotarem uma postura de espera antes da reunião do Banco Central Europeu de 11 de junho, que poderá confirmar uma subida das taxas de juro. O setor dos semicondutores pesa significativamente sobre a tendência. A Broadcom afunda 13,3% após resultados considerados dececionantes, reacendendo dúvidas sobre o potencial bolsista das empresas associadas à inteligência artificial. O setor tecnológico mundial recua 4,2% e os semicondutores 5,9%. Observam-se importantes tomadas de mais-valias na Intel (-13,5%), NXP (-7,9%) e Microsoft (-7,5%).
Além disso, os sólidos números do emprego nos Estados Unidos reforçam as expectativas de um aperto monetário ao longo deste ano. As rendibilidades das obrigações norte-americanas subiram para 4,54%, pressionando as valorizações das ações. No plano geopolítico, o impasse nas negociações entre os EUA e o Irão sustenta os preços do petróleo, que avançaram 1,3% na semana. Nesta conjuntura incerta, alguns setores americanos mais tradicionais destacam-se pela positiva, nomeadamente a indústria farmacêutica (+2%) e o setor financeiro (+1,8%).
Lisboa em semana no vermelho
A praça de Lisboa teve uma queda de 1,6% na última semana. A Ibersol (-13,4%) registou a maior descida da semana. A empresa irá distribuir um dividendo bruto de 0,70 euros por ação a 9 de junho e a ação passou a negociar ex-dividendo no dia 5 pelo que a cotação ajustou o pagamento do dividendo. A seguir, NOS (-5,8%), BCP (-4,6%) e Mota-Engil (-4,3%), registaram também quedas substanciais. A Semapa, depois de ter tido uma semana anterior estável, viu a sua ação a cair 2,7%.
Pela segunda semana em queda consecutiva tiveram a REN (-2,5%) a Jerónimo Martins (-2,4%) e os CTT (-2,1%). A Altri (-1,4%) e a Corticeira Amorim (-1,1%) também não conseguiram escapar ao quadro vermelho. A Sonae assim como a EDP Renováveis, tiveram uma queda de 1%. Esta semana foi marcada por perdas na maioria das cotadas do PSI, tendo apenas a Galp (+3,4%) e a EDP (+1,3%) conseguido ter uma performance positiva.
Números da semana
-6,8%
O setor dos semicondutores americano sofreu uma queda de 6,8% na semana passada, enquanto o setor mundial caiu 5,9%.
2,215%
A taxa de juro bruta para novas subscrições dos Certificados de Aforro subiu, em junho, pelo terceiro mês consecutivo. Porém, em termos líquidos (1,6%) continua muito abaixo da inflação estimada pelo Banco de Portugal para 2026 (2,8%).Top subidas
Medtronic +10,6%Abbot Labs. +6,4%
Paccar +5,7%
Danone +5,7%
ASML +5,6%
Top descidas
Intel -13,5%Ibersol -13,4%
Tesla -10,3%
Stellantis -9,4%
Renault -9,4%
A semana em números
Principais Bolsas:
Europa Stoxx 600 -0,5%
EUA S&P 500 -2,6%
EUA Nasdaq -4,7%
Lisboa PSI -1,6%
Frankfurt DAX -1,4%
Londres FTSE 100 -0,4%
Tóquio NIKKEI 225 +0,4%
Variação das cotações entre 29/5/26 a 05/6/26, em moeda local.