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Publicado em: 11 maio 2026
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Autor: Rui Ribeiro

Tecnológicas impulsionam índices bolsistas

Apesar de toda a incerteza na geopolítica, as bolsas ganharam sustentação nos bons resultados empresariais, na semana passada.

Apesar da incerteza sobre o acordo de paz entre EUA e Irão e sobre o próximo encontro entre Trump e o presidente chinês, Xi Jinping, as bolsas ganharam sustentação nos bons resultados empresariais.

O S&P 500 e o Nasdaq ganharam 2,3% e 4,5%, atingindo novos máximos históricos, impulsionados pelo setor tecnológico. O Stoxx Europe 600 (+0,1%) tem menos tecnológicas e foi mais afetado pelas incertezas no Médio Oriente.

O apetite por risco beneficiou a tecnologia (+7%) e, em particular, os semicondutores (+11,9%). A Intel (+25,4%) voltou a subir muito com notícias de negociações para fabricar chips para a Apple (+4,7%). A AMD (+26,3%) atingiu um máximo após divulgar resultados muito acima do previsto graças ao crescimento da IA. Na NXP (-0,2&) houve alguma realização de mais-valias. Por fim, a ASML subiu 7,9% e a Melexis avançou 10%.

Os setores mais afetados pela deterioração da economia e pelo aumento dos preços da energia recuperaram com a queda de 6,4% preço do petróleo: matérias-primas (+5,5%), transporte aéreo (+5,7%), bens de luxo (+6,8%) e o automóvel (+6%). A Anglo American subiu 7,2% e a MTU Aero Engines 4,7%. No setor siderúrgico (+3,3%), a ArcelorMittal subiu 5,7% e a Aperam 5,9%.

Os setores defensivos tiveram desempenho inferior, como as utilities (-2,4% na Europa) e as farmacêuticas (-1,3%).

Resultados e dividendos penalizam bolsa nacional

A bolsa de Lisboa perdeu 3% na semana, afetada pela divulgação de resultados um pouco abaixo do esperado e pela correção técnica relativa ao destaque dos dividendos da EDP (-7,2%) e da NOS (-6,2%).

A nível de resultados, a Navigator (-2,3%) viu o lucro trimestral cair 64,3%, um valor pior do que prevíamos devido, em parte, ao efeito negativo das tempestades em Portugal.

Na Jerónimo Martins (-8,5%), o lucro recuou 6,8% e também ficou um pouco abaixo do esperado devido à degradação dos resultados financeiros. Os CTT (-1,6%) registaram uma queda dos lucros (-17,6%) devido à crise no Médio Oriente e à disrupção causada pelas tempestades.

O lucro da EDP Renováveis (-1,6%) subiu 36%, a beneficiar do aumento da capacidade instalada, mas ficou um pouco baixo das previsões. A EDP teve uma queda de 12% dos lucros devido à descida dos preços da eletricidade. Ainda assim, o resultado foi ligeiramente melhor do que o esperado e prevê-se melhorias para o resto do ano.

Por sua vez, o BCP (+1,9%) registou um crescimento de 25,6% dos lucros no primeiro trimestre, um pouco acima do esperado.

Números da semana

305,8 ME           

O lucro do BCP (+1,9%) no primeiro trimestre deste ano superou os 300 milhões de euros, o que representa um crescimento de 25,6% face ao período homólogo. Os resultados foram bons e saíram um pouco acima do que esperávamos.

+150,7%          

O lucro da REN (-4,5%) subiu 150,7% no primeiro trimestre, superando as expectativas. Esta melhoria foi suportada sobretudo pelo bom desempenho da atividade do grupo no Chile e pela descida significativa do imposto sobre o rendimento. 

Top subidas

Intel +25,4%
Corning +18,1%
Swatch Group +16,5%
Applied Materials +11,9%
ACS +11,9%

Top descidas

Zoetis -27,4%
Jerónimo Martins -8,5%
Sanofi -8,4%
Vallourec -8,0%
EDP -7,2%

A semana em números

Principais Bolsas
Europa Stoxx 600 +0,1% 
EUA S&P 500 +2,3% 
EUA Nasdaq +4,5% 
Lisboa PSI -3,0% 
Frankfurt DAX +0,2% 
Londres FTSE 100 -1,3% 
Tóquio NIKKEI 225 +5,4% 

Variação das cotações entre 01/5/26 a 08/5/26, em moeda local.

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