Na semana passada, as bolsas oscilaram ao sabor dos resultados das empresas, sem que tenha havido uma tendência clara. O anúncio do próximo presidente da Reserva Federal teve algum impacto nos mercados na sexta-feira, com o ouro e a prata a corrigirem, após terem fixado novos máximos.
Os investidores consideram que os cortes de taxas de juro serão menos prováveis com Kevin Warsh do que com outros candidatos. O Stoxx Europe 600 subiu 0,4%, apesar da queda de 1,5% do mercado alemão. Nos EUA, o S&P 500 subiu 0,3%, mas o Nasdaq recuou 0,2%.
O setor tecnológico (+0,5%) fechou no verde após a divulgação da primeira leva de resultados empresariais, apesar dos investidores questionarem cada vez mais a rentabilidade dos investimentos em IA.
Os resultados trimestrais da SAP (-12,9%) e da Microsoft (-7,7%; ver pág. 7) desiludiram, mas os da Meta (+8,8%), da ASML (+3,2%), da Texas Instruments (+11,5%) e da STMicroelectronics (-3,3%) foram sólidos. As ações de semicondutores (+2,4%) fecharam em alta, com a Nvidia a ganhar 1,8%, apesar de só divulgar as contas no final deste mês.
As previsões da Apple (+4,6%) foram bem recebidas, com as receitas do iPhone a atingirem um novo máximo histórico.
O sector energético (+2,6%) beneficiou das ameaças de Trump contra o Irão, com o preço do petróleo a atingir os 70 dólares por barril pela primeira vez desde setembro.
Um ataque dos EUA poderia pôr em risco o fornecimento de petróleo do Médio Oriente (que representa um terço da oferta global). As ações da Chevron subiram 6,1% depois dos resultados do quarto trimestre terem superado as expectativas.
O setor do luxo foi pressionado pela LVMH (-7,5%; ver pág. 7), cujas perspetivas para 2026 dececionaram. As ações da Burberry caíram 8,1% e as da Hermès recuaram 4,7%.
Lisboa regressou ao verde
A bolsa nacional foi uma das que mais subiu na semana passada, com o índice PSI a valorizar 1,2%. A liderar os ganhos esteve a Galp Energia (+5%), que beneficiou da forte recuperação de 7,4% do preço do petróleo.
Seguiram-se o BCP (+2,8%) no segundo lugar, e a REN, a Semapa e a EDP, todas com uma valorização de 2,5%, embora sem notícias relevantes que o justificassem.
Em contrapartida, e numa altura em que os investidores aguardam pelos resultados anuais das empresas, a Altri (-3,7%) liderou as perdas, seguida da Corticeira Amorim (-1,8%) e da Jerónimo Martins (-1,5%).
Os restantes títulos nacionais acompanhados pela DECO PROteste Investe tiveram variações pouco significativas.
Números da semana
7000
Embora tenha fechado a semana um pouco baixo deste valor, o principal índice das bolsas americanas, o popular S&P 500, ultrapassou pela primeira vez na sua história os 7000 pontos durante a semana passada.
5500 $
Apesar de ter superado os 5500 dólares por onça na semana passada, a nomeação de Kevin Warsh para a presidência da Fed originou uma forte correção no metal amarelo, que negoceia esta segunda-feira abaixo dos 4700 dólares, já que os investidores veem agora os cortes de taxas de juro como menos prováveis.
Top subidas
Verizon +12,7%
Texas Instrum. +11,5%
Corning +10,7%
Swatch Group +10,2%
PostNL +9,8%
Top descidas
Kion Group -8,7%
Novo Nordisk -7,9%
Microsoft -7,7%
LVMH -7,5%
Airbus -6,5%
A semana em números
Principais Bolsas
Europa Stoxx 600 +0,4%
EUA S&P 500 +0,3%
EUA Nasdaq -0,2%
Lisboa PSI +1,2%
Frankfurt DAX -1,5%
Londres FTSE 100 +0,8%
Tóquio NIKKEI 225 -1,0%
Variação das cotações entre 23/1/25 a 30/1/25, em moeda local.
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