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Resultados empresariais ditam rumo das bolsas

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As bolsas passaram a semana sem uma tendência clara

Publicado em: 02 fevereiro 2026
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As bolsas passaram a semana sem uma tendência clara

As bolsas oscilaram ao sabor dos resultados das empresas, na semana passada, enquanto paira no ar a sombra da dúvida sobre a rentabilidade dos investimentos em IA.

Na semana passada, as bolsas oscilaram ao sabor dos resultados das empresas, sem que tenha havido uma tendência clara. O anúncio do próximo presidente da Reserva Federal teve algum impacto nos mercados na sexta-feira, com o ouro e a prata a corrigirem, após terem fixado novos máximos.

Os investidores consideram que os cortes de taxas de juro serão menos prováveis com Kevin Warsh do que com outros candidatos. O Stoxx Europe 600 subiu 0,4%, apesar da queda de 1,5% do mercado alemão. Nos EUA, o S&P 500 subiu 0,3%, mas o Nasdaq recuou 0,2%. 

O setor tecnológico (+0,5%) fechou no verde após a divulgação da primeira leva de resultados empresariais, apesar dos investidores questionarem cada vez mais a rentabilidade dos investimentos em IA.

Os resultados trimestrais da SAP (-12,9%) e da Microsoft (-7,7%; ver pág. 7) desiludiram, mas os da Meta (+8,8%), da ASML (+3,2%), da Texas Instruments (+11,5%) e da STMicroelectronics (-3,3%) foram sólidos. As ações de semicondutores (+2,4%) fecharam em alta, com a Nvidia a ganhar 1,8%, apesar de só divulgar as contas no final deste mês. 

As previsões da Apple (+4,6%) foram bem recebidas, com as receitas do iPhone a atingirem um novo máximo histórico. 

O sector energético (+2,6%) beneficiou das ameaças de Trump contra o Irão, com o preço do petróleo a atingir os 70 dólares por barril pela primeira vez desde setembro.

Um ataque dos EUA poderia pôr em risco o fornecimento de petróleo do Médio Oriente (que representa um terço da oferta global). As ações da Chevron subiram 6,1% depois dos resultados do quarto trimestre terem superado as expectativas. 

O setor do luxo foi pressionado pela LVMH (-7,5%; ver pág. 7), cujas perspetivas para 2026 dececionaram. As ações da Burberry caíram 8,1% e as da Hermès recuaram 4,7%. 

Lisboa regressou ao verde 

A bolsa nacional foi uma das que mais subiu na semana passada, com o índice PSI a valorizar 1,2%. A liderar os ganhos esteve a Galp Energia (+5%), que beneficiou da forte recuperação de 7,4% do preço do petróleo. 

Seguiram-se o BCP (+2,8%) no segundo lugar, e a REN, a Semapa e a EDP, todas com uma valorização de 2,5%, embora sem notícias relevantes que o justificassem. 

Em contrapartida, e numa altura em que os investidores aguardam pelos resultados anuais das empresas, a Altri (-3,7%) liderou as perdas, seguida da Corticeira Amorim (-1,8%) e da Jerónimo Martins (-1,5%). 

Os restantes títulos nacionais acompanhados pela DECO PROteste Investe tiveram variações pouco significativas.

Números da semana

7000       

Embora tenha fechado a semana um pouco baixo deste valor, o principal índice das bolsas americanas, o popular S&P 500, ultrapassou pela primeira vez na sua história os 7000 pontos durante a semana passada. 

5500 $        

Apesar de ter superado os 5500 dólares por onça na semana passada, a nomeação de Kevin Warsh para a presidência da Fed originou uma forte correção no metal amarelo, que negoceia esta segunda-feira abaixo dos 4700 dólares, já que os investidores veem agora os cortes de taxas de juro como menos prováveis. 

Top subidas

Verizon +12,7%
Texas Instrum. +11,5%
Corning +10,7%
Swatch Group +10,2%
PostNL +9,8%

Top descidas

Kion Group -8,7%
Novo Nordisk -7,9%
Microsoft -7,7%
LVMH -7,5%
Airbus -6,5%

A semana em números

Principais Bolsas
Europa Stoxx 600 +0,4% 
EUA S&P 500 +0,3% 
EUA Nasdaq -0,2% 
Lisboa PSI +1,2% 
Frankfurt DAX -1,5% 
Londres FTSE 100 +0,8% 
Tóquio NIKKEI 225 -1,0% 

Variação das cotações entre 23/1/25 a 30/1/25, em moeda local.

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