Artigos

Trump agita mercados bolsistas

Trump

As bolsas suavizaram as quedas depois do recuo de Trump

Publicado em: 26 janeiro 2026
Tempo estimado de leitura: ##TIME## min.

Partilhe este artigo

Trump

As bolsas suavizaram as quedas depois do recuo de Trump

Os investidores reagiram bem ao alívio das tensões na semana passada, depois de Trump recuar na intenção de impor tarifas aos países europeus.

No final da semana, as bolsas conseguiram amenizar as quedas acumuladas no início da semana, depois de Donald Trump ter recuado na intenção de impor tarifas sobre os países europeus que se opõem aos seus planos de assumir o controlo da Gronelândia.

Embora os detalhes do acordo permaneçam obscuros, os investidores reagiram bem ao alívio das tensões, o que não impediu que o preço do ouro (+8,2%) ultrapassasse os 5000 dólares por onça na manhã desta segunda-feira, dia 26 de janeiro. 

Após uma semana volátil, o S&P 500 e o Nasdaq caíram 0,4 e 0,1%, respetivamente. O setor farmacêutico americano subiu 2%, com a Eli Lilly a ganhar 2,5%, e o petrolífero e de gás valorizou 2,8%.

Ao invés, o setor de semicondutores dos EUA caiu 0,5%, apesar do CEO da Nvidia (+0,8%) ter reafirmado a sua confiança no potencial de crescimento da IA. Contudo, a Intel (-4%) desiludiu os investidores ao anunciar receitas e lucros abaixo do esperado. Ainda na tecnologia, a Meta subiu 6,2%, mas a IBM desceu 4,3%, a Apple caiu 2,9% e a Accenture perdeu 1,8%. 

Na Europa, o desempenho das bolsas não foi melhor. O Stoxx Europe 600 recuou 1%. Frankfurt caiu 1,6% e Zurique desceu 2%. O setor farmacêutico europeu valorizou 1,1%, a beneficiar da subida de 3,2% da Novo Nordisk. Por sua vez, o setor das matérias-primas ganhou 5,6% (+13,4% em 2026). 

As ações do setor europeu da defesa (-1,6%) fecharam em queda, com a diminuição da perceção de risco. As ações da Rheinmetall caíram 4,3% e as da BAE Systems 2,9%. 

O sector dos bens de luxo (-0,8%) foi abalado pela ameaça de guerras comerciais. A Burberry perdeu 6% e a Hermès 2,7%. A LVMH recuou 2,9%, antes de publicação dos seus resultados nesta terça-feira, dia 27.

Lisboa não escapou às quedas 

Apesar do recuo ter sido de apenas 0,9%, a bolsa nacional não escapou às quedas generalizadas das bolsas mundiais na semana passada.

Enquanto se espera pela época de resultados anuais em Lisboa, com início marcado para 19 de fevereiro, o grupo EDP divulgou alguns dados relativos à sua atividade de 2025.

A produção de eletricidade da EDP (+0,5%) aumentou 12% e a da EDP Renováveis (-2,1%) subiu 11%, em ambos os casos, a beneficiar do aumento da capacidade instalada, sobretudo no segmento da energia solar. 

De resto, não houve grandes novidades ao nível empresarial. Ainda assim, destaque para a correção acentuada da construtora Mota-Engil (-12,1%), que liderou as perdas, e para a valorização de 5,2% da NOS, que foi a empresa nacional com melhor desempenho na semana. 

Números da semana

25 €      

A gigante do setor da defesa Czechoslovak Group (CSG) protagonizou um dos maiores IPO europeus dos últimos anos. Depois do preço de entrada na bolsa de Amesterdão ter sido fixado nos 25 euros, a ação fechou a sessão de estreia, na sexta-feira, a ganhar 31,4%, para 32,85 euros.  

+15%       

Ganho (em euros) da bolsa de São Paulo em 2026, a maior subida entre as principais praças mundiais. Na base, estão alguns fatores, como a expectativa que 2026 será bom para os mercados emergentes, a previsão de cortes das taxas de juro brasileiras e a fraqueza do dólar. 

Top subidas

ArcelorMittal +9,2%
Gilead Sciences +8,8%
Ericsson B +8,3%
Bayer +7,3%
Meta Platforms +6,2%

Top descidas

Mota-Engil -12,1%
Abbott -11,8%
Danone -10,5%
Adidas -10,1%
Mapfre -10,0%

A semana em números

Principais Bolsas
Europa Stoxx 600 -1,0% 
EUA S&P 500 -0,4% 
EUA Nasdaq -0,1% 
Lisboa PSI -0,9% 
Frankfurt DAX -1,6% 
Londres FTSE 100 -0,9% 
Tóquio NIKKEI 225 -0,2% 

Variação das cotações entre 16/1/25 a 23/1/25, em moeda local.

O conteúdo deste artigo pode ser reproduzido para fins não-comerciais com o consentimento expresso da DECO PROteste, com indicação da fonte e ligação para esta página. Ver Termos e Condições.