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Trump reacende a guerra comercial

Trump dolar

Os investidores devem manter a disciplina e a calma

Publicado em: 20 janeiro 2026
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Autor:  Equipa da DECO PROteste Investe

Trump dolar

Os investidores devem manter a disciplina e a calma

Os mercados reagiram negativamente às últimas ameaças da Casa Branca. O que fazer? 
A reação dos mercados ao anúncio às tarifas, caso os Estados Unidos não assumam o controlo da Gronelândia, ilustra, uma vez mais, a sensibilidade das bolsas às declarações políticas e às tensões comerciais. 

Estes movimentos são desfavoráveis no curto prazo, mas são mais determinados pela emoção do que pelos fundamentais económicos. 

Neste enquadramento, é importante manter a disciplina e não confundir volatilidade de curto prazo com a sustentabilidade do investimento de longo prazo.

Reação imediata ou ponderada 

O passado recente mostra que os choques associados a anúncios de tarifas, ameaças de intervenção militar no Irão, entre outros, provocam frequentemente correções rápidas. 

No entanto, são frequentemente seguidas de uma fase de “digestão” em que os investidores reavaliam a dimensão real das medidas e o seu impacto concreto no crescimento e nos lucros das empresas. 

Em muitos casos, as medidas finais são mais limitadas do que os anúncios iniciais ou são implementadas de forma gradual, permitindo aos agentes económicos adaptarem-se. As ameaças de guerra comercial lançadas por Trump no início de 2025 acabaram por ser bem absorvidas pelas bolsas. 

Para um investidor com uma carteira bem diversificada, o essencial não é antecipar cada notícia ou publicação de Trump na sua rede social, mas manter a disciplina.

Quais são as nossas recomendações:

- Não reagir a “quente”, vendendo posições ou tentar adivinhar o timing de mercado com base numa simples declaração. 

- Verificar se o portefólio continua coerente com o horizonte de investimento, o perfil de risco e a diversificação pretendida, por zonas geográficas e setores. 

- Utilizar, se for caso disso, estas fases de stress para reequilibrar a carteira, realizando algumas mais-valias após subidas excessivas ou reforçando progressivamente posições em ativos de qualidade, quando as quedas criam pontos de entrada mais atrativos.

A reter 

Em síntese, estes episódios de volatilidade são inerentes ao investimento em ETF e ações. São momentos de stress, mas não devem ditar a estratégia. Este deve permanecer ancorada no longo prazo, na diversificação e na disciplina. 

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