Prata: realize parte dos seus lucros
Autor: Análise da equipa internacional de analistas da Euroconsumers
Para apostar na continuação da subida da cotação da prata, pode investir em produtos focados em prata física.
Autor: Análise da equipa internacional de analistas da Euroconsumers
Para apostar na continuação da subida da cotação da prata, pode investir em produtos focados em prata física.
Se é especulador e seguiu os nossos conselhos sobre a prata, com a forte subida da cotação deste metal, esta posição pode agora representar mais de 5% dos ativos investidos. Ou seja, acima do limite máximo de peso que recomendamos para este tipo de ativo.
Se for o caso, é prudente realizar parte dos lucros para regressar aos 5%. Tal permite assegurar parte da performance, mantendo a exposição ao ativo.
Mantemos contudo, a convicção no potencial de longo prazo da prata derivado dos seus fundamentais que fomentam a sua subida nos últimos meses.
No entanto, a subida não ocorrerá de forma linear, podendo ocorrer diversos períodos de correções formando novos preços de equilíbrio, mesmo que seja momentâneo. Assim, mantemos a recomendação de compra de prata apenas para investidores que aceitam risco.
Para apostar na continuação da subida da cotação da prata, pode investir em produtos focados em prata física. Mencionámos já o Xtrackers Physical Silver ETC (ISIN: DE000A1E0HS6) em artigos recentes, contudo existem outras opções disponíveis como o Invesco Physical Silver ETC (ISIN: IE00B43VDT70).
A prata tem estabelecido recordes sucessivos nas últimas semanas, atingindo os 92 dólares por onça, face a 58 dólares no início de dezembro de 2025.
Alguns fatores fundamentais e uma forte componente especulativa explicam esta valorização rápida, entre eles, destacam-se a procura industrial recorde, as restrições chinesas às exportações, e a descida das taxas nos Estados Unidos.
Além destes fatores, também as tensões internacionais estão a marcar o início de 2026. Destacam-se a intervenção americana na Venezuela, as ameaças sobre o Irão e a Gronelândia, e a recente incerteza sobre a liderança futura na Reserva Federal Americana (Fed), o que remonta também para uma incerteza sobre a independência desta instituição, um dos pilares centrais da confiança dos mercados financeiros.
A perceção de interferência política direta pode fragilizar a credibilidade da política monetária e aumentar a incerteza quanto às decisões futuras. Este enquadramento tende a gerar preocupação entre os investidores, sobretudo num contexto já marcado por elevada sensibilidade a riscos macroeconómicos e institucionais. Como resposta, reforça-se a tendência para a diversificação dos portefólios, com uma maior procura por ativos considerados defensivos.
Nesse âmbito, observa-se também um aumento da procura por metais preciosos, como a prata, frequentemente percecionada — ainda que de forma discutível — como um ativo menos arriscado.
Os investimentos em matérias-primas, quer em ouro, prata ou cobre, têm beneficiado de uma conjuntura marcada por inflação persistente, transição energética e tensões geopolíticas.
A procura estrutural, sobretudo nos metais industriais, contrasta com uma oferta limitada, reforçando o interesse dos investidores por ativos reais. Além disso, a expectativa de taxas de juro reais mais baixas favorece as matérias-primas como instrumento de preservação de valor e de proteção contra choques macroeconómicos.
Assim como para o ouro, não é prudente alocar todo o capital de uma vez nesse momento. Uma abordagem fracionada — por exemplo, usando DCA (Dollar Cost Averaging) — pode ajudar a reduzir o risco de entrar no topo. Com este mecanismo, consegue:
Por fim, uma alocação moderada (por exemplo, até 5 % da carteira) pode fazer sentido, especialmente via instrumentos como ETC lastreados em prata física como o Xtrackers Physical Silver ETC (ISIN: DE000A1E0HS6) ou o Invesco Physical Silver ETC (ISIN: IE00B43VDT70).