Nos EUA, o S&P 500 caiu 0,6% e o Nasdaq desvalorizou 2%, com o setor tecnológico americano (-3,4%) a ter uma semana de correção. A Microsoft (-0,5%) apresentou um desempenho relativamente positivo, com a atividade de serviços na nuvem a crescer rapidamente e os investimentos em inteligência artificial (IA) a serem, para já, financiados sem recurso ao endividamento.
Ao invés, a Alphabet (-12,6%) enfrenta uma canibalização das receitas da sua atividade tradicional pela IA e os altos investimentos repercutem-se no aumento da dívida. A Amazon.com (-3,1%) divulgou previsões abaixo do esperado para este trimestre. Na Europa, o Stoxx Europe 600 avançou 1,7%.
Nos semicondutores (-1,4%), as previsões dececionantes da Intel (-24,4%) penalizaram a evolução do setor. Em sentido contrário, a NXP Semiconductors (+10,5%) destacou-se pela positiva.
O setor farmacêutico (+5,2%) esteve em evidência, impulsionado pelos resultados acima das expectativas da Eli Lilly (+11,3%). A Sanofi (+7,6%) também fechou em forte alta, à semelhança da Novartis (+4,5%). Por sua vez, a AstraZeneca confirmou os seus objetivos para 2026 e valorizou 8,9%.
O setor automóvel europeu avançou 1,9%, com a Stellantis (+16,5%) em destaque. Na mesma linha, a Renault (+6,7%) apresentou um aumento das receitas trimestrais acima das expectativas.
Lisboa com semana ligeiramente positiva
Após uma queda de 2,4% na semana anterior, a bolsa nacional recuperou 0,3%. A EDP Renováveis e a EDP lideraram os ganhos, com valorizações de 5,8% e 3,8% respetivamente. Seguiram-se a Navigator (+3,2%), apesar de ter anunciado resultados fracos até setembro, e a Semapa (+2,7%).
A nível de resultados, o lucro do BCP (+1,7%) subiu 12,6%, a beneficiar da melhoria da margem financeira, do aumento das comissões e da redução de encargos associados à carteira de créditos hipotecários em francos suíços na Polónia.
A Jerónimo Martins (+0,4%) teve resultados um pouco abaixo do que prevíamos devido ao aumento dos custos financeiros e da dotação para a sua Fundação.
Do lado das quedas, a Galp (-9,5%) foi penalizada por não ter chegado a acordo com a Moeve para juntar os negócios de refinação e distribuição.
De resto, as variações foram pouco significativas. A Ibersol (+1%), a NOS (+0,9%), a Mota-Engil (+0,7%) e a Altri (+0,5%) encerraram positivas, ao passo que a Corticeira Amorim (-0,6%), os CTT (-1,1%) e a Sonae (-1,6%) perderam terreno.
Números da semana
+18,1%
Desde que Lula foi eleito, o índice Bovespa já desvalorizou 18,1%. A turbulência traduziu-se numa perda de aproximadamente 963 mil milhões de reais em valor de mercado das empresas cotadas na bolsa brasileira.6,3 mil milhões de dólares
A Binance foi alvo de um ataque informático que impactou 6,3 mil milhões de dólares. Apesar de a empresa garantir que irá repor as perdas dos clientes, esta situação volta a colocar em evidência os riscos de segurança associados a plataformas digitais.Bolsas
Stoxx Europe 600 +1,7%
S&P 500 -0,6%
Nasdaq -2,0%
PSI +0,3%
DAX +2,5%
FTSE 100 +0,4%
Nikkei 225 +1,0%
Top subidas
Stellantis 16,5%
Porsche 12,3%
Eli Lilly 11,3%
NXP Semicond. 10,5%
Gilead Sciences 9,4%
Top descidas
Intel -24,4%
Alphabet ‘A’ -12,6%
Alphabet ‘C’ -12,3%
Santander -12,1%
Galp Energia -9,5%
Variação das cotações entre 23/10/26 a 30/10/26, em moeda local.