Quanto vai crescer a economia portuguesa nos próximos anos?
A economia portuguesa deverá crescer 2,3% em 2026, acelerando face aos anos anteriores, segundo as novas projeções do Banco de Portugal. O crescimento será apoiado pelos fundos do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), pelas medidas orçamentais e por uma melhoria das exportações. Para 2027 e 2028, prevê‑se um crescimento de 1,8% ao ano, acima do esperado para a área do euro. As previsões para 2026 e 2027 foram revistas em alta face às estimativas de junho.
Qual será a evolução da inflação até 2028?
A inflação estimada é de 3,1% em 2026, mas deverá abrandar nos dois anos seguintes, para 2,4% em 2027 e 2% em 2028, mantendo‑se em linha com as anteriores projeções de junho. A redução dos efeitos do choque energético e a moderação dos custos do trabalho deverão contribuir para esta evolução.
O mercado de trabalho vai continuar favorável?
Prevê‑se ainda que o mercado de trabalho continue favorável, embora a criação de emprego perca força. O emprego deverá crescer 1,7% em 2026, 0,7% em 2027 e 0,3% em 2028. A taxa de desemprego manter‑se‑á nos 5,6%.
O que vai impulsionar o crescimento da economia portuguesa?
O crescimento da economia deverá depender menos do consumo das famílias e mais das exportações. O rendimento real das famílias irá crescer mais lentamente, devido à desaceleração dos salários e ao aumento dos preços em 2026.
Quais são os principais riscos para a economia portuguesa?
Os principais riscos estão relacionados com as tensões geopolíticas no Médio Oriente. Um agravamento do conflito poderá provocar novas subidas dos preços da energia, perturbar as cadeias de abastecimento e afetar a confiança, travando o crescimento e aumentando a inflação. Existe também o risco de uma correção nos mercados financeiros, devido a dúvidas sobre os investimentos em inteligência artificial.
Porque tem a economia portuguesa mostrado maior resistência?
Apesar destes riscos, a economia portuguesa tem mostrado resistência aos choques recentes. A melhoria das qualificações, o crescimento das exportações de serviços de maior valor acrescentado e a redução da dívida têm reforçado essa capacidade, de acordo com o Banco de Portugal.