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Trump sofre derrota no Supremo Tribunal

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O Supremo Tribunal dos EUA declarou que as tarifas comerciais impostas por Trump são inválidas: o Presidente usou de competências que seriam do Congresso.

Publicado em: 23 fevereiro 2026
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O Supremo Tribunal dos EUA declarou que as tarifas comerciais impostas por Trump são inválidas: o Presidente usou de competências que seriam do Congresso.

Nos EUA, o S&P 500 avançou 1,1% e o Nasdaq progrediu 1,5%, com a primeira reação dos mercados bolsistas ao “cancelamento” das tarifas a ser positiva.

Os mercados bolsistas continuam a digerir os resultados empresariais, particularmente na Europa. Alguns ficaram aquém das expectativas, como foram os casos da Airbus (-1,4%), da Renault (-1,4%) e da Aegon (-0,8%), mas outros superaram as previsões, nomeadamente a Nestlé (+1,7%), a Air Liquide (+3,6%), a Knorr-Bremse (+9,3%) e a Zurich Insurance (+2,9%). Assim, o Stoxx Europe 600 valorizou 2,1%. 

Além disso, em fevereiro, o indicador que mede a atividade económica saiu acima das expectativas, levando os investidores a assumirem um pouco mais de risco nas suas carteiras. A bolsa de Amesterdão ganhou 2,4% e a de Paris subiu 2,5%. As ações do setor financeiro europeu valorizaram 2,8%. 

Nos EUA, o S&P 500 avançou 1,1% e o Nasdaq progrediu 1,5%, com a primeira reação dos mercados bolsistas ao “cancelamento” das tarifas a ser positiva. O setor dos semicondutores valorizou 2,1%. A ASML e a Nvidia ganharam 5,5 e 3,8%, respetivamente. A Alphabet subiu 2,9%. 

As tensões internacionais levaram a uma subida de 4,4% do sector da defesa (+7,2% na Europa). A BAE Systems (+10%) divulgou metas positivas para 2026 e a Thales subiu 7,8%. A Alemanha está a considerar encomendar mais caças F-35 à Lockheed Martin (+0,9%; +35,6%, em euros no último ano).

O mercado percebeu que há uma maior probabilidade de intervenção dos EUA no Irão, o que fez subir também o preço do petróleo (+6%) para 72 dólares por barril. O setor energético ganhou 0,8%, com a Repsol a avançar 7,7% e a TotalEnergies a subir 1,6%.

Bolsa de Lisboa de vento em popa 

A bolsa nacional (+1%) manteve a tendência altista dos últimos meses e voltou a fixar um novo máximo desde junho de 2008. 

A semana foi marcada pelo início da época de resultados anuais das empresas nacionais. A Navigator (-1,2%) anunciou uma queda dos lucros de 49,6% em 2025, devido aos preços da pasta muito baixos, e a Corticeira Amorim (-1,6%) divulgou uma descida do lucro de 20,3%, sobretudo devido às tarifas nos EUA sobre vinhos e bebidas espirituosas.

Em ambos os casos, os resultados saíram abaixo do esperado. De resto, destaque para as subidas de 5,7% do BCP, que liderou os ganhos, da Semapa (+3,6%), que subiu apesar dos fracos resultados da Navigator, da qual detém 69,4% do capital, e da Galp Energia (+3,1%), que beneficiou da subida do preço do petróleo. A Mota-Engil (+2,6%) e a Sonae (+1,7%), que atingiu um novo máximo histórico, também estiveram em bom plano. 

Números da semana

630,56        

O Stoxx Europe 600 voltou a fechar num novo máximo histórico, aproveitando a rotação de ativos que tem ocorrido nas últimas semanas. Os investidores estão a realizar mais-valias em algumas ações de empresas ligadas à IA, para investirem em setores mais tradicionais, que têm um peso maior nas praças do velho continente. 

-1,6%        

Dada a desconfiança em relação à rentabilidade a curto prazo dos elevados investimentos das gigantes tecnológicas em IA, o setor tecnológico é dos poucos que está negativo em 2026. No caso dos EUA, a queda das tecnológicas (-3,8%) é ainda um pouco superior. 

Top subidas

Société Générale +10,6%
BAE Systems +10,0%
Knorr Bremse +9,3%
LVMH +7,9%
ACS +7,8%

Top descidas

Walmart -8,1%
Check Point -7,3%
Blackstone -6,6%
Intel -5,7%
Bayer -5,0%

A semana em números

Principais Bolsas
Europa Stoxx 600 +2,1% 
EUA S&P 500 +1,1% 
EUA Nasdaq +1,5% 
Lisboa PSI +1,0% 
Frankfurt DAX +1,4% 
Londres FTSE 100 +2,3% 
Tóquio NIKKEI 225 -0,2% 

Variação das cotações entre 13/2/25 a 20/2/25, em moeda local.

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