O aumento da probabilidade de um novo corte das taxas de juro nos EUA, por parte da Fed no dia 10 de dezembro, permitiu aos investidores recuperarem a tranquilidade, após alguns dias em que a tomada de mais-valias foi a nota dominante.
O S&P 500 e o Nasdaq subiram 1,6 e 1,8%, respetivamente, na última semana. A perspetiva de corte das taxas permitiu que a taxa de juro de mercado americana a 10 anos recuasse para cerca de 4%. É uma boa notícia para as empresas e para as famílias mais endividadas.
Os investidores voltaram-se novamente para os ativos de risco, com o setor tecnológico a subir 1,7%. A Alphabet fixou novos máximos históricos, graças ao rumor de que acordou com a Meta (+4,5%) o fornecimento de processadores TPU para fazer funcionar os seus modelos de IA a partir de 2027.
As ações da concorrente Nvidia (-1,4%) reagirem bem à notícia, devido à esperança de luz verde das autoridades americanas para a retoma das exportações dos seus chips H200 para a China. O setor de semicondutores subiu 1,4%, estimulado pelos fabricantes de equipamentos Applied Materials (+10,3%) e ASML (+7,9%).
Na Europa, os índices foram impulsionados pelo setor financeiro (+3,8%), com a Aegon a valorizar 4,8%. O Stoxx Europe 600 ganhou 2,2% e o alemão DAX subiu 1,5%, graças aos bons resultados clínicos apresentados pelo anticoagulante Asundexian da Bayer.
Ainda na Alemanha, no setor de equipamentos desportivos, a Puma ganhou 33,1%, já que a chinesa Anta Sports poderá comprar a marca. A Adidas (+5,8%) aproveitou a notícia. Por fim, a Aperam (+5,7%) e a ArcelorMittal (+6,5%) beneficiaram de uma recomendação positiva do banco alemão Deutsche Bank.
Lisboa volta a subir
À semelhança das congéneres mundiais, a praça nacional voltou aos ganhos na última semana, ao subir 0,7%. A Sonae (+4,1%) liderou os ganhos e ultrapassou os 1,5 euros, uma marca que já não atingia desde o início de 2008.
Ao invés, a outra retalhista nacional, a Jerónimo Martins, recuou 2,3%, depois do regulador polaco ter imposto uma multa de 25 ME à Biedronka por publicidade enganosa.
O grupo anunciou que vai recorrer. De resto, a Mota-Engil (-7,1%) liderou as perdas, mantendo a correção da semana anterior, depois de anunciar uma subida dos lucros um pouco abaixo do previsto.
Já o BCP ganhou 2,3%, embalado pelo clima positivo da banca europeia e fixou um novo máximo desde 2015. Por sua vez, o setor da pasta e do papel recuperou das quedas recentes. A Navigator ganhou 3,6%, a Altri subiu 2,6% e a Semapa valorizou 2,2%.
Números da semana
-4,1%
O lucro da Ibersol caiu 4,1% nos primeiros nove meses do ano, devido sobretudo ao aumento dos custos operacionais. Ainda assim, este valor é um pouco acima do que esperávamos. A cotação caiu 1% na última semana.
+66,3%
A cotação da Alphabet continua a fixar sucessivos máximos históricos e já valorizou 66,3% desde o início do ano. Para além de ser uma das empresas com mais dados sobre os consumidores a nível global, o potencial acordo com a Meta para o fornecimento dos seus chips deu um novo impulso à cotação.
Top subidas
Trigano +19,7%Intel +11,8%
VF Corp +10,8%
Applied Materials+ +10,3%
Novo Nordisk +9,6%
Top descidas
Mota-Engil -7,1%Euroapi -5,0%
Airbus -3,7%
Telecom Italia -2,9%
Gimv -2,7%
A semana em números
Principais Bolsas
Europa Stoxx 600 +2,2%
EUA S&P 500 +1,6%
EUA Nasdaq +1,8%
Lisboa PSI +0,7%
Frankfurt DAX +1,5%
Londres FTSE 100 +1,8%
Tóquio NIKKEI 225 +1,4%
Variação das cotações entre 24/11/25 a 01/12/25, em moeda local.
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