Vencedores: que ETF ganharam mais de 30% em 2025?
Os melhores ETF para investir
Os melhores ETF para investir
A ascensão do ouro atingiu níveis inimagináveis há poucos meses. Não há dúvidas que há bancos centrais e outras entidades querem diminuir a exposição ao dólar americano e, desse modo, escapar a possíveis sanções.
Contudo, o ritmo de valorização do ouro superou todas as expectativas e, apesar das tentativas, não há justificações convincentes. A confirmá-lo está o disparo de outros metais preciosos (prata, platina, paládio) que beneficiaram essencialmente de um fenómeno de contágio.
Apesar de existirem movimentos claramente especulativos nos últimos trimestres, o ouro permanece uma opção atrativa para dedicar até 5% da carteira.
Contudo, investir em empresas do setor como, por exemplo, através do fundo Franklin Gold & Precious Metals não é a melhor opção. Aplique em ETC cuja carteira é constituída por ouro físico. Destaque para o Xetra-Gold (DE000A0S9GB0): +49,3% em 2025.
O desempenho excecional da banca europeia pode ser explicado por resultados robustos conseguidos graças ao aumento da margem financeira e ao maior rendimento das atividades de mercado (trading, banca de investimento, gestão de ativos).
A qualidade dos ativos mantém-se forte e os rácios de capital muito acima dos requisitos regulamentares. Ao mesmo tempo, a banca europeia assistiu à consolidação dentro das fronteiras nacionais, o que alimenta a especulação sobre futuras operações transfronteiriças.
Para investir prefira um ETF que dedicado a todo o setor financeiro europeu, como o iShares MSCI Europe Financials Sector ETF EUR Acc (ISIN: IE00BMW42306; +47,8% em 2025) que também beneficia do bom potencial das seguradoras europeias.
A valorização da bolsa de Seul em 2025 foi impulsionada sobretudo pelo forte desempenho do setor dos semicondutores, beneficiando da euforia em torno da inteligência artificial.
As cotações de grandes empresas, como a Samsung Electronics e a SK Hynix, incorporaram uma melhoria acentuada das perspetivas de lucros, refletindo sobretudo a elevada procura por chips de memória utilizados na IA.
Contudo, a valorização do mercado sul-coreano está agora menos atrativa com o rácio PER acima da sua média histórica (11,5 contra 10) e um rendimento do dividendo de apenas 1,1%. Não recomendamos.
A Polónia tem um enquadramento macroeconómico sólido e cresce bem mais rápido do que a média europeia, sustentada pela procura privada, exportações e uma política orçamental apoiada por fundos europeus. Apesar do aumento do défice, a dívida pública permanece baixa, garantindo margem de manobra adicional.
A Polónia está na linha da frente para beneficiar de um eventual fim do conflito na Ucrânia. Mesmo após uma forte valorização, a bolsa polaca apresenta um rácio cotação/lucro próximo da sua média histórica, inferior ao do MSCI World, e uma atrativa política de dividendos. Recomendamos uma pequena aposta neste mercado.
Os Estados Unidos lançaram um ambicioso plano de relançamento da energia nuclear, com pelo menos 80 mil milhões de dólares destinados à construção de dez novos reatores, refletindo uma mudança estratégica na política energética, impulsionada pela crescente procura de eletricidade associada aos centros de dados e à inteligência artificial.
Esta aposta reforça a dinâmica global do setor, num contexto em que a China continua a investir fortemente no nuclear e a União Europeia reavalia o papel desta fonte, já classificada como “verde” em determinadas condições.
Destacam-se também os Small Modular Reactors, que prometem custos mais baixos e prazos de construção mais curtos. Apesar do potencial, o investimento no nuclear continua a implicar riscos elevados, devido à elevada volatilidade das cotações, à natureza controversa do setor e à incerteza associada a algumas tecnologias e projetos sem provas dadas.
O agravamento das tensões geopolíticas a nível global está a impulsionar a necessidade de maiores investimentos em defesa. Na Europa, a guerra na Ucrânia e a mudança política nos Estados Unidos levaram a uma reavaliação profunda das prioridades estratégicas, com promessas de reforço dos orçamentos de defesa e da cibersegurança.
Na última cimeira da NATO, foi definido o objetivo de os países europeus destinarem 5% do PIB à defesa, muito acima da média de 1,9% registada no final de 2024. Para apoiar este esforço orçamental, a União Europeia avançou com o programa SAFE, no montante de 150 mil milhões de euros.
A recente intervenção de Trump na Venezuela, e as suas ameaças a outros países da América latina e à Dinamarca (Gronelândia) marcam mais um passo na atual corrida ao armamento. Em suma, o setor da Defesa tem, infelizmente, um futuro risonho.
A bolsa de São Paulo conseguiu uma boa valorização em 2025, apesar das ameaças de tarifas dos EUA. O mercado local foi suportado pela recuperação do consumo interno, pela estabilidade cambial e por taxas de juro favoráveis, que beneficiaram particularmente o setor financeiro. Empresas como a NU Holdings destacaram-se, aproveitando a expansão dos serviços digitais e a crescente penetração bancária.
Este contexto macroeconómico, a credibilidade do banco central e a abordagem mais consensual das políticas do Governo de Lula reforçam a confiança dos investidores no mercado acionista brasileiro. O nível da valorização deste mercado permanece atrativo (rácio PER de 9,2 contra média histórica de 9,5). Pode dedicar-lhe até 5% da carteira.
No México, a valorização do mercado acionista foi sustentada pela crescente integração nas cadeias de valor norte-americanas. Uma tendência que se manteve apesar das disputas comerciais. Apesar de tudo, o México não foi dos países mais visados pela Casa Branca em 2025.
Entre as cotadas mais beneficiadas estão o Grupo Mexico e Industrias Peñoles, líderes na mineração de metais, e Cemex, importante produtor de cimento. O consumo interno, aliado a condições financeiras favoráveis e à procura externa por produtos industriais, contribuiu para melhorar as perspetivas ações mexicanas.
O nível da valorização deste mercado permanece atrativo (rácio PER de 12,6 contra média histórica de 13,8). Pode dedicar-lhe até 5% da carteira.
O setor dos semicondutores teve um desempenho muito sólido em bolsa em 2025, com as ações de grandes empresas norte‑americanas como Nvidia, AMD e Qualcomm a beneficiarem da corrida global à inteligência artificial, que está a impulsionar a procura de processadores avançados usados em centros de dados de IA.
As perspetivas permanecem sustentadas por projeções de crescimento robusto do mercado fruto dos colossais investimentos em IA anunciados pelos gigantes como a Google, Microsoft e Oracle.
Se não possuir já uma elevada exposição ao setor tecnológico, o segmento dos semicondutores é uma opção atrativa. Contudo, há sinais de euforia excessiva no segmento de IA e algumas empresas estão com valorizações desconectadas dos fundamentais.