ETF do setor financeiro europeu: potencial para 2026
O setor financeiro europeu pode valorizar ainda mais em 2026
O setor financeiro europeu pode valorizar ainda mais em 2026
O momento positivo em 2025 pode ser explicado por resultados robustos conseguidos graças ao aumento da margem financeira e ao maior rendimento das atividades ligadas ao mercado (trading, banca de investimento, gestão de ativos, etc.).
A qualidade dos ativos mantém-se forte e os rácios de capital (indicadores da solvabilidade) muito acima dos requisitos regulamentares.
Ao mesmo tempo, a banca europeia assistiu à consolidação dentro das fronteiras nacionais, o que alimenta a especulação sobre futuras operações transfronteiriças.
Entre os bancos da nossa seleção de ações que mais valorizaram em 2025, a Société Génerale liderou ao ganhar 153%. Seguiram-se o Santander (126%) e BBVA (112%), bem como o BCP (93%).
Aproveitando um ambiente favorável, outros bancos como HSBC, BNP Paribas e ABN Amro reajustaram os seus ativos para se focarem nas atividades e regiões mais dinâmicas.
– Pequeno crescimento da concessão de crédito na Europa sem deterioração da economia. Com uma margem financeira (diferença entre juros recebidos e pagos) ainda favorável, a banca de retalho verá os resultados progredirem.
– A valorização das bolsas favorece os rendimentos provenientes do trading, bem como de atividades de negociação, consultoria e gestão de ativos. Uma atividade mais dinâmica implica o encaixe de comissões mais elevadas.
– Os custos dos bancos manter-se-ão controlados graças às medidas tomadas em 2014 e 2015. Por isso, são possíveis eventuais surpresas positivas durante os anúncios de resultados ao longo de 2026.
– Os bancos europeus continuarão a pagar, em média, entre 20 a 30% dos seus lucros aos acionistas sob a forma de dividendos e compra de ações próprias.
iShares MSCI Europe Financials Sector ETF EUR Acc (ISIN: IE00BMW42306)
2025 foi também bastante positivo para as seguradoras europeias (+32%), refletindo a robustez do setor, rácios de solvabilidade elevados, estabilidade na remuneração aos acionistas e resiliência perante uma conjuntura económica desafiante.
A diversificação das atividades, disciplina operacional e o crescimento dos mercados reforçam a solidez das contas e há vários fatores que podem impulsionar mais a valorização do setor:
– Crescimento regular e sustentado dos prémios cobrados.
– Estratégias centradas na gestão prudente dos riscos, reforço das reservas técnicas e na disciplina financeira.
– Balanços sólidos, com rácios de solvabilidade em níveis elevados e forte geração de liquidez.
– Elevada remuneração aos acionistas: rendimento do dividendo do setor está em 4,2%.
Invesco STOXX Europe 600 Opt. Insurance ETF Acc (ISIN: IE00B5MTXJ97)
A par dos fatores mais tradicionais de sustentação, tem surgido a perceção que, dentro da "velha economia", o setor financeiro será um dos principais beneficiários da IA.
Com efeito, os bancos e as seguradoras são empresas onde proliferam os procedimentos, pelo que a IA está bem posicionada para acelerar a automação de tarefas (atendimento ao cliente, processamento das operações) e reduzir de forma sustentada os custos operacionais.
É certo que parte das poupanças de custos serão absorvidas pelo aumento dos gastos com tecnologia, mas a melhoria dos rácios de eficiência da atividade e da rentabilidade poderá ser significativa.