ETF mercados emergentes: +20% num ano
O interesse dos investidores nos países emergentes tem vindo a aumentar
O interesse dos investidores nos países emergentes tem vindo a aumentar
– A descida das taxas de juro na maioria das economias emergentes, em paralelo com o recuo das taxas diretoras nos Estados Unidos, é um fenómeno muito favorável. Graças ao crédito mais barato, há um relançamento do consumo das famílias e do investimento das empresas. Além disso, alivia o serviço da dívida pública em moeda estrangeira (dólar), que é considerável em muitos países em desenvolvimento.
– A depreciação do dólar face à generalidade das moedas em 2025 tornou as importações dos países emergentes menos dispendiosas, como por exemplo, de combustíveis e de outros inputs para a produção. Uma evolução que permite conter a taxa inflação e reforçar o poder de compra dos consumidores.
– Diversos países emergentes reagiram às políticas comerciais mais protecionistas por parte dos Estados Unidos. Assim, optaram por celebrar acordos comerciais diretamente entre si ou reforçar laços regionais (ASEAN, Mercosul). Aliás, após décadas de negociação, a assinatura do acordo de comércio livre entre o Mercosul e a União Europeia é igualmente um reflexo das políticas de Trump.
– Algumas economias beneficiaram do bom desempenho da procura crescente de metais, como o Chile (cobre) e a África do Sul (ouro).
– A afirmação de empresas de dimensão mundial em setores com forte potencial, como os semicondutores e a Inteligência Artificial: TSMC (Taiwan), Alibaba, Tencent (China), Samsung e SK Hynix (Coreia do Sul) são alguns exemplos.
Nem todos os países emergentes apresentam o mesmo perfil.
Enquanto alguns têm melhorado a sua governação, com um enquadramento institucional e regulamentar mais estável ou um banco central independente (Brasil, México, Índia…), outros possuem estruturas menos favoráveis ao crescimento económico e ao desenvolvimento financeiro, como a África do Sul.
Também é preciso considerar que as bolsas apresentam níveis de valorização distintos e nem sempre atrativos. Por fim, individualmente as bolsas destes países são, em média, mais arriscadas do que as congéneres dos mercados desenvolvidos.
Uma abordagem individualizada aos países emergentes pode ser preferível se selecionar as bolsas com maior potencial e evitar as menos atrativas.
Atualmente, preferimos o investimento na China e na Polónia, mas vemos também potencial na aposta em fundos/ETF dedicados ao Brasil, Índia, Indonésia, México e Turquia.
Pode consultar os produtos mais bem avaliados para investir nestas bolsas.
Mas tendo em conta que pode não ser muito prático aplicar em produtos específicos para todos esses mercados, a alternativa pode passar por investir apenas num ETF que replique o índice MSCI EM (emerging markets) ou similares.
Neste benchmark, as ações chinesas pesam cerca de 21%, Taiwan 20%, Índia 17%, Coreia do Sul 12 e o Brasil 4%. É certo que, o mix das bolsas não será naturalmente o ideal, mas garante uma adequada diversificação de mercados emergentes.
Os seguintes 5 ETF capitalizam os rendimentos, inserem-se no direito europeu (UCITS) e investem em todos os grandes mercados emergentes, incluindo a China.
iShares Edge MSCI Emerging Market Value Factor UCITS ETF USD A (IE00BG0SKF03)
WisdomTree Emerging Markets Equity Income UCITS ETF Acc (IE00BDF12W49)
iShares Edge MSCI Emerging Markets Minimum Volatility UCITS ETF USD A (IE00B8KGV557)
Vanguard FTSE Emerging Markets UCITS ETF USD Acc (IE00BK5BR733)
iShares Core MSCI EM IMI UCITS ETF USD Acc (IE00BKM4GZ66)