Atlas Copco, DEME, Lockheed Martin, Sanofi
Autor: Análise da equipa internacional de analistas da Euroconsumers
A Sanofi deverá manter o dinamismo em 2026
Autor: Análise da equipa internacional de analistas da Euroconsumers
A Sanofi deverá manter o dinamismo em 2026
Atlas Copco
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A Atlas Copco registou um aumento de 4% das encomendas no quarto trimestre, impulsionado pelo setor dos compressores (+7%) e pelas máquinas de vácuo (+13%, ligadas aos semicondutores). Um crescimento sólido que não chega, contudo, para ocultar resultados fracos, marcados por uma deterioração da rentabilidade da Atlas Copco.
O dividendo ordinário será de 3 coroas suecas e o dividendo extraordinário de 2 coroas suecas. Estimamos que se trata de um abrandamento temporário e reconfirmamos o conselho.
DEME
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A DEME beneficiou da cimeira do Mar do Norte, na qual nove países europeus se comprometeram a aumentar em 100 GW as capacidades eólicas offshore da região.
Este objetivo insere-se na meta de atingir 300 GW até 2050, definida no seguimento da invasão da Ucrânia, que evidenciou a necessidade indispensável de reforçar a independência energética da Europa.
Com uma capacidade instalada atual de apenas 37 GW, os planos iniciais registaram um atraso considerável. Ainda assim, as ambições reafirmadas são encorajadoras para a utilização da frota da DEME, que intervém em todas as fases dos trabalhos de instalação de eólicas offshore.
Lockheed Martin
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A cotação da Lockheed Martin reagiu em alta após o grupo anunciar objetivos de resultados para 2026 acima das expectativas dos investidores. Paralelamente, a empresa de defesa anunciou um importante contrato com o governo dos Estados Unidos no segmento dos mísseis. Revemos em alta as estimativas de lucro para 2026 e 2027.
No último trimestre de 2025, a atividade foi dinâmica nos mísseis e nos aviões de combate, com a carteira de encomendas a atingir um nível recorde.
Sanofi
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Como esperado, o quarto trimestre da Sanofi foi acentuadamente penalizado por uma desvalorização associada aos maus resultados clínicos do tolebrutinib, divulgados em dezembro.
O volume de negócios de 2025 cresceu 9,9%, excluindo efeitos cambiais, impulsionado pelo Dupixent e por novos produtos como o Altuviiio. Em 2026, deverá manter-se dinâmico (+7% a +9%), apesar da incerteza em torno das vendas de vacinas nos Estados Unidos.