O recomeço das hostilidades no Irão reacendeu os receios de pressões inflacionistas, refletindo-se numa subida de 5,7% do petróleo e pela recuperação das ações tecnológicas no final da semana, sobretudo nos Estados Unidos. O S&P 500 e o Nasdaq prolongaram a tendência positiva, com ganhos de 1,2% e 1,7%, respetivamente, enquanto o Stoxx Europe 600, com uma exposição reduzida ao setor tecnológico, recuou 1,8%. Na Alemanha, a queda atingiu 2,8%.
Neste enquadramento, o setor da energia (+2,3%) foi naturalmente um dos destaques da semana. A Repsol valorizou 3,5%, beneficiando também dos indicadores preliminares sólidos relativos ao segundo trimestre de 2026.
As ações tecnológicas (+1,6%) lideraram a recuperação no final da semana, impulsionadas, entre outros fatores, pelo anúncio da Micron Technology de um plano de investimento de 250 mil milhões de dólares nos Estados Unidos até 2035, reforçando a confiança nas perspetivas da inteligência artificial.
O setor dos semicondutores destacou-se ainda mais, (+3,0%). Entre as nossas recomendações, sobressaíram a NXP Semiconductors (+6,9%), a Texas Instruments (+6,3%) e a NVIDIA (+8,3%). Em sentido inverso, alguns investidores realizaram prudentemente mais-valias na ASML (-4,0%), antes da divulgação dos resultados trimestrais prevista para 15 de julho.
Por fim, o setor europeu da defesa recuou 5,8%.
Lisboa tem semana no vermelho
Depois de duas semanas positivas que totalizaram em +2,5%, a praça de Lisboa sofre uma perca de 2,4%. A construtora Mota-Engil registou a maior queda (-6,3%), seguida pela EDP (-4,7%), CTT (-4,5%) e EDP Renováveis (-4,3%).
Numa semana onde anunciou a conclusão da redução do seu capital social em 900 mil euros pelas ações próprias adquiridas, a Ibersol desvalorizou 4,3%. A ação do BCP, após quebrar novos máximos da última década, caiu 3,4%.
Apesar da subida de rating de longo prazo da REN por parte da agência de rating Fitch, a REN também perdeu 3%. A NOS (-2,7%), a Altri (-2,7%) e a Corticeira Amorim (-2,6%) também entraram no quadro negativo.
Nas quedas menos expressivas, temos a Jerónimo Martins (-1,3%), a Navigator (-1,1%) e a Semapa (-0,7%). A Sonae manteve-se estável nesta semana e a única ação a entrar no quadro positivo foi a Galp (+3,2%).
Números da semana
26,5 mil milhões de dólares
A entrada da SK Hynix em bolsa marcará um novo recorde de oferta de uma empresa estrangeira nos EUA, e o mercado demonstrou que ainda há espaço para mais procura. A oferta totaliza em 26,5 mil milhões de dólares e o preço de abertura foi de 170 dólares.
1,94%
A Série 5 dos Certificados do Tesouro paga juros anuais a taxa crescente entre 2,35% e 3,35% brutas, pelo prazo de 10 anos. Em termos anuais líquidos, oferece 1,94% (TAEL) e fica abaixo da inflação estimada para este ano (3,1%).Top subidas
Meta +14,8%Vodafone +11,6%
Nvidia +8,3%
Cisco +7,6%
NXP +6,9%
Top descidas
SpaceX -10,3%Intel -8,7%
Melexis -8,0%
Vinci -7,0%
BAE Systems -6,6%
A semana em números
Principais Bolsas:
Europa Stoxx 600 -1,8%
EUA S&P 500 +1,2%
EUA Nasdaq +1,7%
Lisboa PSI -2,4%
Frankfurt DAX -2,8%
Londres FTSE 100 -1,7%
Tóquio NIKKEI 225 -1,7%
Variação das cotações entre 03/7/26 a 10/7/26, em moeda local.