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Publicado em: 06 julho 2026
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Autor: Rui Ribeiro

Bolsas prolongam tendência positiva

Este ano, os mercados tiveram o melhor segundo trimestre desde 2020, e o terceiro trimestre também começou bem, com as bolsas a seguirem a tendência positiva na semana passada.

O segundo trimestre que agora terminou foi o melhor desde 2020. Nos EUA, o S&P 500 e o Nasdaq valorizaram 14,9 e 21,4%, respetivamente. Na Europa, o Stoxx Europe 600 registou uma subida trimestral de 10%. O terceiro trimestre começou igualmente bem. O S&P 500 avançou 1,8% na semana e o Nasdaq 2,1%.

Os mercados americanos reagiram bem às declarações do novo presidente da Fed, segundo o qual os riscos inflacionistas diminuíram com o recuo do preço do petróleo. Além disso, os dados sobre a criação de emprego nos EUA em junho, abaixo do previsto, poderão afastar a perspetiva de subida das taxas pela Fed. 

A inflação na zona euro desacelerou mais do que o esperado em junho, para 2,8%, permitindo a vários índices atingirem novos máximos. Foi o caso do Stoxx Europe 600 (+2,7%) e do DAX (+4,5%), estimulado pela Bayer (+13,5%), Porsche (+6,4%), Kion Group (+13,9%) e Knorr-Bremse (+9,2%). 

O setor tecnológico avançou 1,6%, embora tenha havido alguma rotação. Segmentos menos favorecidos nos últimos meses beneficiaram de compras oportunistas. Foi o caso do software e serviços informáticos: Microsoft (+4,7%), Autodesk (+5,7%), Check Point (+5%) e Accenture (+6,5%). 

Entre os fabricantes de equipamento, a Apple (+8,8%) aproximou-se ainda mais da NVIDIA (+1,2%), atualmente a empresa com maior capitalização bolsista do mundo. 

Ao invés, os semicondutores caíram 1,9%, já que a Meta Platforms (+5,9%) pretende lançar uma atividade de cloud, que alguns investidores interpretaram como um sinal de excesso de investimento em IA. 

O setor das telecomunicações recuou 3%, já que a Starlink, da SpaceX (+5,7%), pretende tornar-se um operador móvel através de uma parceria com a Charter Communications. A Verizon perdeu 8,6%.

Lisboa continua em alta 

A bolsa nacional acompanhou a tendência positiva das suas congéneres mundiais e fechou a ganhar 2,1%. Destaque para o grupo EDP, que liderou os ganhos, com a EDP Renováveis a valorizar 6% e a EDP a subir 5%. O grupo anunciou mudanças em alguns cargos, no âmbito da sua habitual estratégia de rotação da liderança sénior. 

O BCP avançou 5,5% e atingiu um novo máximo desde 2015, a beneficiar de recomendações de investimento favoráveis. Pela positiva, realce ainda para a subida de 3,3% da Galp Energia, apesar do preço do petróleo se ter mantido nos 72 dólares. Pela negativa, a Jerónimo Martins recuou 3,7% e a Navigator 3,3%, após a correção técnica relativa ao pagamento do dividendo. 

Números da semana

+12,2%          

O setor europeu da defesa subiu 12,2% na semana, graças ao anúncio de um plano de forte aumento das despesas militares no Reino Unido e à possibilidade de um acordo importante entre a Alemanha e os EUA para a coprodução de armamento. 

-12,7%         

O ouro registou a maior queda trimestral dos últimos 13 anos, no segundo trimestre. O metal amarelo evoluiu em sentido contrário das bolsas. Esta divergência assinala o regresso de uma saudável descorrelação entre estas duas classes de ativos.  

 

Top subidas

Kion Group +13,9%
Bayer +13,5%
ArcelorMittal +11,6%
Thales +10,0%
BAE Systems +9,6%
 

Top descidas

Corning -11,0%
Verizon -8,6%
Vodafone -6,6%
Intel -6,2%
VF Corp  -6,2%

 

A semana em números

Principais Bolsas:
Europa Stoxx 600 +2,7
EUA S&P 500 +1,8% 
EUA Nasdaq +2,1
Lisboa PSI +2,1
Frankfurt DAX +4,5
Londres FTSE 100 +1,6% 
Tóquio NIKKEI 225 +0,6

Variação das cotações entre 26/6/26 a 03/7/26, em moeda local.

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