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Investidores em bolsa

Investidores em bolsa

Publicado em: 29 junho 2026
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Autor: Rui Ribeiro

Mal-estar no setor tecnológico

A semana passada foi marcada pela tomada de mais-valias no setor tecnológico. 

A ameaça de novas subidas das taxas de juro por parte da Reserva Federal e as dúvidas sobre a rentabilidade dos investimentos em IA penalizaram os mercados.

O S&P 500 recuou 2% e o Nasdaq perdeu 4,6%. Menos dependente da tecnologia, a Europa fechou praticamente inalterada.

A bolsa de Zurique destacou-se, com uma subida de 2,9%, impulsionada pela Nestlé (+5,7%), pela Novartis (+6,7%) e pela Roche (+5,1%). Já Amesterdão recuou 1,6%, penalizada pela ASML (-4,8%).

O setor tecnológico caiu 5,9%, enquanto o de semicondutores perdeu 7,2%, afetado pela realização de mais-valias. A correção ficou a dever-se sobretudo aos grandes nomes do setor: a Apple caiu 4,8%, a NVIDIA perdeu 8,6% e a Alphabet A desvalorizou 8,3%. A Microsoft limitou a queda a 1,7% graças à recuperação generalizada das empresas de software no final da semana. Ainda assim, os resultados trimestrais da fabricante de chips Micron Technology confirmaram a solidez da procura no setor dos semicondutores.

A retoma do tráfego no Estreito de Ormuz permitiu que o preço do barril de petróleo recuasse 10,5% para os 72 dólares. O setor energético (-1,1%) voltou a perder terreno, mas a descida do preço do petróleo beneficiou as companhias aéreas (+6,3%), que deverão ver os seus custos diminuir.

Os setores mais defensivos permaneceram em terreno positivo, com destaque para o farmacêutico (+7,5%), a alimentação e bebidas (+3,3%) e as empresas de serviços públicos (+1,4%).

Lisboa escapa às descidas

Numa semana maioritariamente negativa para as bolsas mundiais, a praça lisboeta aguentou-se e valorizou 0,4%. Numa semana sem grandes novidades a nível nacional, destaque sobretudo para as boas valorizações da REN (+5,5%) e da Sonae (+5,5%), que foram as principais responsáveis pela valorização do índice PSI.

Além destas, entre as ações acompanhadas pela DECO PROteste Investe, apenas a Mota-Engil (+3%) e a EDP (+1,2%) conseguiram fechar em terreno positivo.

Pelo contrário, o setor da pasta e do papel foi dos que teve pior desempenho: A Semapa liderou as perdas, com uma queda de 4,7%, a Altri desceu 2,8% e a Navigator, que pagará um dividendo de 0,11248 euros brutos no próximo dia 1 de julho, caiu 1,7%.

Ainda do lado das perdas, o BCP corrigiu 1,7%, os CTT perderam 1,2%, a Jerónimo Martins recuou 1% e a Galp, apesar da forte correção do petróleo, caiu apenas 0,9%.

 

Números da semana

72,01 $

Com o acordo entre EUA e Irão e a reabertura parcial do estreito de Ormuz, o preço do petróleo já está muito perto dos 70 dólares por barril, um valor idêntico ao que estava antes do início da guerra no Médio Oriente. São boas notícias para controlar a inflação.

0,883 €

Ao negociar acima de 0,88 euros durante a semana, o dólar atingiu o seu valor mais elevado face ao euro desde maio de 2025. A perspetiva de subida das taxas de juros americanas pela Fed contribui para a valorização (+0,7% na semana) da nota verde.

TOP SUBIDAS

Bayer +24,2%
Corning +13,4%
Merck +13,0%
Danone +10,9%
Eli Lilly +10,0%

TOP DESCIDAS

SpaceX -17,2%
Texas Instruments-11,6%
NXP Semiconduncor-11,6%
Porsche -9,9%
Stellantis -9,9%

Variação das cotações entre 19/06/26 a 26/06/26, em moeda local.

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