A ameaça de novas subidas das taxas de juro por parte da Reserva Federal e as dúvidas sobre a rentabilidade dos investimentos em IA penalizaram os mercados.
O S&P 500 recuou 2% e o Nasdaq perdeu 4,6%. Menos dependente da tecnologia, a Europa fechou praticamente inalterada.
A bolsa de Zurique destacou-se, com uma subida de 2,9%, impulsionada pela Nestlé (+5,7%), pela Novartis (+6,7%) e pela Roche (+5,1%). Já Amesterdão recuou 1,6%, penalizada pela ASML (-4,8%).
O setor tecnológico caiu 5,9%, enquanto o de semicondutores perdeu 7,2%, afetado pela realização de mais-valias. A correção ficou a dever-se sobretudo aos grandes nomes do setor: a Apple caiu 4,8%, a NVIDIA perdeu 8,6% e a Alphabet A desvalorizou 8,3%. A Microsoft limitou a queda a 1,7% graças à recuperação generalizada das empresas de software no final da semana. Ainda assim, os resultados trimestrais da fabricante de chips Micron Technology confirmaram a solidez da procura no setor dos semicondutores.
A retoma do tráfego no Estreito de Ormuz permitiu que o preço do barril de petróleo recuasse 10,5% para os 72 dólares. O setor energético (-1,1%) voltou a perder terreno, mas a descida do preço do petróleo beneficiou as companhias aéreas (+6,3%), que deverão ver os seus custos diminuir.
Os setores mais defensivos permaneceram em terreno positivo, com destaque para o farmacêutico (+7,5%), a alimentação e bebidas (+3,3%) e as empresas de serviços públicos (+1,4%).
Lisboa escapa às descidas
Numa semana maioritariamente negativa para as bolsas mundiais, a praça lisboeta aguentou-se e valorizou 0,4%. Numa semana sem grandes novidades a nível nacional, destaque sobretudo para as boas valorizações da REN (+5,5%) e da Sonae (+5,5%), que foram as principais responsáveis pela valorização do índice PSI.
Além destas, entre as ações acompanhadas pela DECO PROteste Investe, apenas a Mota-Engil (+3%) e a EDP (+1,2%) conseguiram fechar em terreno positivo.
Pelo contrário, o setor da pasta e do papel foi dos que teve pior desempenho: A Semapa liderou as perdas, com uma queda de 4,7%, a Altri desceu 2,8% e a Navigator, que pagará um dividendo de 0,11248 euros brutos no próximo dia 1 de julho, caiu 1,7%.
Ainda do lado das perdas, o BCP corrigiu 1,7%, os CTT perderam 1,2%, a Jerónimo Martins recuou 1% e a Galp, apesar da forte correção do petróleo, caiu apenas 0,9%.
Números da semana
72,01 $
0,883 €
TOP SUBIDAS
Bayer +24,2%Corning +13,4%
Merck +13,0%
Danone +10,9%
Eli Lilly +10,0%
TOP DESCIDAS
SpaceX -17,2%Texas Instruments-11,6%
NXP Semiconduncor-11,6%
Porsche -9,9%
Stellantis -9,9%
Variação das cotações entre 19/06/26 a 26/06/26, em moeda local.