A guerra no Médio Oriente agravou bastante a incerteza nos mercados. Os receios de inflação galopante surgiram com o disparo do preço do petróleo e a subida vertiginosa do preço do gás. Os riscos de uma eventual estagflação, ou seja, inflação elevada e crescimento nulo, voltam a pairar.
Depois de três anos bem positivos nas principais bolsas mundiais, muitos investidores não esquecem o que aconteceu em 2022, ano de pesadelo para os mercados, com elevadas perdas – quer para os detentores de ações, quer de obrigações.
Por isso, são cada vez mais os investidores que procuram, agora, ativos de refúgio, menos voláteis e considerados porto seguro para abrigar os seus investimentos dos perigos associados à enorme instabilidade dos mercados.
No mercado cambial, o dólar norte-americano foi claramente um vencedor, neste clima de grande incerteza. Após uma surpreendente desvalorização de 11,8% face ao euro, em 2025, conseguiu estancar a queda este ano, registando, até ao momento, uma valorização de 0,8 por cento.
Apesar do risco cambial deste ativo de refúgio, as treasuries ou obrigações soberanas dos EUA deverão proporcionar uma rentabilidade mais atrativa do que as da zona euro.
Ambas são consideradas ativos de refúgio e estão presentes nas estratégias de investimento da DECO PROteste Investe, permitindo reduzir o risco global. Também o ouro é um ativo de refúgio devido ao seu caráter de reserva de valor.
Contudo, não proporciona, ao contrário das obrigações, rendimento ou juros. Além disso, o ganho ou perda depende apenas da evolução da sua cotação, que valorizou 64,4%, no último ano.
Este metal precioso não está presente nas nossas estratégias, mas pode incluí-lo na sua carteira de investimentos porque permite aumentar a diversificação. Recomendamos que limite até 5% do seu património.