Através de ETF, é possível captar este potencial de crescimento de forma diversificada e eficiente.
Registe‑se para saber quais são os ETF mais adequados para investir no Brasil e no México e como integrá‑los de forma eficiente na sua carteira.
Porquê investir na América Latina em 2026
O Brasil e o México apresentam atualmente um perfil económico relativamente inédito:
– ambos os países estão menos dependentes do dólar americano do que no passado;
– as economias são suportadas por instituições mais consolidadas e uma melhoria clara da governação.
– longe da guerra no Médio Oriente, estes produtores de petróleo beneficiam da instabilidade nos mercados energéticos.
Em suma, oferecem uma relativa estabilidade afastada dos principais focos de tensão. Desde o início do ano, a bolsa de São Paulo valoriza 28,5%. A congénere mexicana está um pouco menos dinâmica mas acumula um ganho de 8,8% no mesmo período.
Brasil: crescimento económico sustentado e força das matérias‑primas
O banco central brasileiro decidiu um novo corte da taxa Selic colocando-a em 14,5%. Este ciclo de descida das taxas diretoras inicia‑se numa conjuntura particularmente favorável.
O desemprego está próximo de mínimos históricos (abaixo de 6%, contra quase 15% em 2021), os salários reais aumentam e há um reforço da confiança das famílias. Agora, com o menor custo do crédito, forma-se uma combinação propícia para sustentar o crescimento.
Acresce ainda o trunfo das matérias-primas. Além do petróleo, o Brasil detém uma das maiores reservas de terras raras do mundo, que se tornaram estratégicas num quadro de rivalidades entre EUA e a China.
A competição para assegurar os abastecimentos é intensa, colocando o Brasil numa posição favorável. Investimentos, retoma cíclica e uma boa base macroeconómica fazem com que o Brasil reúna condições para prolongar a atual trajetória positiva da economia. Em 2022-24, o PIB cresceu acima de 3% e, em 2025, avançou 2,3%.
ETF para investir no Brasil
Para investir, destacamos o ETF Franklin FTSE Brazil, mas o Xtrackers MSCI Brazil e o iShares MSCI Brazil são boas alternativas (peso até 5% da carteira).
México: nearshoring e desafios políticos
A dinâmica mexicana está intimamente ligada à dos EUA e as decisões imprevisíveis da Casa Branca.
Por um lado, o México continua a beneficiar do nearshoring, ou seja, a redução das cadeias de produção com o objetivo de assegurar o abastecimento do mercado dos EUA. Por outro lado, as tarifas de Trump penalizaram de forma significativa a economia em 2025, em particular o setor automóvel.
Neste campo, aproxima-se um momento decisivo: a revisão do acordo comercial USMCA prevista para 2026. Não será surpreendente que a Casa Branca exija novas concessões aos parceiros (México e Canadá).
Apesar destas incertezas, as perspetivas permanecem positivas para o México. A procura interna mantém‑se sólida, sustentada pela progressão dos salários reais e por um crédito menos restritivo. A prazo, deverá haver um regresso gradual do investimento, uma vez clarificados os contornos do novo acordo USMCA.
Desde 2022, a economia mexicana tem vindo a abrandar de forma acentuada e, no ano passado, o PIB cresceu apenas 0,6%. No entanto, a reta final de 2025 já deu bons sinais e a recuperação poderá ganhar maior dinamismo.
ETF para investir no México
Para investir, dispõe de 2 ETF com desempenhos idênticos: iShares MSCI Mexico Capped e Xtrackers MSCI Mexico. O peso máximo na carteira deve ser de 5%.