Taxa diretora do Japão em máximos desde 1995 e risco da dívida aumenta
O Banco do Japão não alterou a principal taxa de juro. Em 0,75%, a taxa está no nível mais elevado desde 1995. A decisão era esperada tendo em conta o equilíbrio entre os riscos para as perspetivas económicas e para os preços. Porém, a taxa diretora poderá voltar a subir, após quatro aumentos em 2024-25, caso a atividade económica e a inflação evoluam em linha com as projeções.
O banco central reviu em alta a estimativa de crescimento do PIB de 2025 de 0,7% para 0,9% e em 2026 de 0,7% para 1%, apontando como fatores de suporte o acordo comercial com Washington e o pacote de estímulos em Tóquio, que inclui subsídios às faturas de energia para os nipónicos e um aumento da despesa em defesa.
A decisão de manter o status quo surge também após a convocação de eleições antecipadas para fevereiro pela primeira-ministra. Sanae Takaichi quer aumentar o apoio parlamentar para impor o seu programa.
Os investidores estão receosos quanto à sustentabilidade da dívida nipónica e “fugiram” das obrigações do Japão, levando a taxa a 10 anos para perto de 2,5% contra apenas 1,2% há um ano. Não recomendamos o investimento na bolsa de Tóquio.
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LPR na China mantém-se em mínimos históricos
O Banco Popular da China manteve as principais taxas diretoras em mínimos históricos pelo oitavo mês consecutivo. A Loan Prime Rate a um ano (referência no crédito às empresas e às famílias) manteve-se em 3% e a LPR a cinco anos (taxa dos créditos à habitação) em 3,5%. Ambas as taxas tinham sido reduzidas em 0,1% em maio de 2025.
Esta decisão de manter os juros surgiu após a divulgação que o crescimento do PIB cumpriu o objetivo oficial de 5% em 2025, apesar da persistente crise no setor imobiliário. Com efeito, os preços das casas continuam em queda. As novas habitações (em 70 grandes cidades da China) recuaram 2,7% em termos homólogos em dezembro.
Se as taxas LPR ficaram inalteradas, o banco central anunciou, na semana anterior, cortes de 0,25% em outras taxas mais setoriais, com o objetivo de dar mais um impulso à economia.
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Indonésia quer contrariar a fraqueza da rupia
O Banco da Indonésia manteve a taxa de referência em 4,75% pela quarta reunião consecutiva. Desde setembro de 2024, implementou cortes acumulados de 1,5% para estimular a economia, mas é preciso agora limitar a fraqueza da rupia. Até porque a nomeação de um sobrinho do Presidente da Indonésia para a vice-presidência do banco central é vista com desconfiança por parte dos investidores.
Pela positiva, a inflação deverá permanecer dentro do intervalo de 2,5% ±1% em 2026 e as previsões de crescimento do PIB são animadoras: 4,7% a 5,5% para 2025 e 4,9% a 5,7% para 2026. Porém, muito aquém das grandes ambições do Presidente Subianto.
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Taxa diretora da Turquia desce, mas inflação continua elevada
O banco central da Turquia reduziu a taxa diretora de 38% para 37%, um corte inferior ao esperado pelo mercado. A tendência da inflação subjacente abrandou no final de 2025, o que justificou a ligeira redução dos juros.
Ainda assim, subsistem riscos em alta porque as elevadas expectativas de aumento dos preços continuam a representar ameaças ao processo de desinflação.
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