Software: comprar ou vender?
Desde final de outubro, as ações das empresas do setor de software caíram, em média, quase 30%.
Desde final de outubro, as ações das empresas do setor de software caíram, em média, quase 30%.
A realização de mais-valias intensificou-se nas últimas semanas nas empresas ligadas ao segmento de software, que registam uma queda de 18,8% desde o início do ano e de 26,7% desde o máximo histórico de finais de outubro.
Esta desconfiança foi ainda mais alimentada pelo lançamento, no início da semana passada, de novas extensões para o Claude Cowork AI da Anthropic, que permitem a automatização de tarefas nas áreas jurídica, de vendas, marketing e análise de dados.
O risco de disrupção tecnológica está a tornar-se cada vez mais significativo para as empresas de software consolidadas no mercado, justificando a descida dos níveis de valorização, que já eram bastante elevados. Com o surgimento de cenários mais negativos e o aumento dos prémios de risco, é natural que ocorram correções.
Entre as principais vítimas de desinvestimentos estão os gigantes de software empresarial como a Oracle (-40,4% desde o final de outubro) e a SAP (-22,1%), mas também a Microsoft (-20,1%), cuja compra recomendamos devido à sua forte posição em IA e computação em nuvem.
Dada a conjuntura atual, de um modo geral, preferimos evitar o setor de software, que pensamos que ainda está globalmente sobrevalorizado, e preferimos investir no setor dos semicondutores, que fornece as ferramentas e os recursos para a IA, nomeadamente através do ETF VanEck Semiconductor UCITS ETF USD A (ISIN: IE00BMC38736).
O recente lançamento de novos módulos de extensão de IA para o Claude Cowork, da Anthropic, empresa parcialmente controlada pela Alphabet (comprar) e pela Amazon (comprar), que permitem a automatização de tarefas nas áreas jurídica, comercial, de marketing e de análise de dados, acelerou a desconfiança dos investidores em relação às empresas de software.
Perante o cenário atual e o ritmo acelerado de novos desenvolvimentos, é difícil determinar quem serão os vencedores e os vencidos da revolução da IA na indústria do software.
Por isso, é essencial manter alguma prudência. Dentro deste setor, recomendamos apenas a compra de ações da Microsoft, pioneira em IA. Em relação a todas as outras empresas, mantenha-se afastado.
A Inteligência Artificial (IA) é vista, cada vez mais, como uma força disruptiva que poderá ameaçar o modelo de negócio das empresas consolidadas no mercado e a sua capacidade de gerar os lucros projetados para os próximos anos.
Por um lado, os proprietários das melhores soluções de IA procuram novas fontes de rendimento para financiar os seus fortes investimentos. Por outro, dada a melhoria gradual e significativa das ferramentas de IA, os clientes das empresas de software poderão, em breve, desenvolver internamente as suas próprias soluções de software com IA.