Mota-Engil: novos contratos e reforço de participações societárias
Estas iniciativas sustentam o crescimento da Mota-Engil e fortalecem a sua competitividade no mercado
Estas iniciativas sustentam o crescimento da Mota-Engil e fortalecem a sua competitividade no mercado
No plano de expansão de projetos, a Mota-Engil lidera um consórcio responsável pelo desenvolvimento do novo projeto de alta velocidade Porto-Lisboa, evidenciando a capacidade do grupo em assumir obras de grande envergadura e impacto nacional.
Este projeto não apenas reforça a presença da empresa no setor ferroviário, mas também realça o grupo como parceiro importante em iniciativas de infraestrutura estratégica em Portugal.
Paralelamente, a Mota-Engil, através de acordos societários, como o que envolveu a Visabeira e a IM SGPS, consolidou 85,59% dos votos da Martifer, reforçando o controlo sobre ativos estratégicos e garantindo maior influência sobre decisões corporativas.
Estas movimentações indicam que o grupo está a apostar na diversificação e fortalecimento das suas participações, consolidando uma posição competitiva no mercado.
Além disso, a Mota Engil celebrou também outros dois contratos muito importantes para a sua carteira de encomendas: um contrato para a construção e conceção de um novo túnel no Brasil, que totalizará um investimento de 1,2 mil milhões de euros, e um contrato de 100 milhões de dólares americanos para a venda de créditos de carbono no Malawi com a Trafigura.
A obra de expansão do Metropolitano de Lisboa (linha vermelha), que tinha sido anunciada e seria executada pelo consórcio que inclui a Mota-Engil, ainda não foi consignada nem tem data concreta para começar.
No projeto da linha de alta velocidade ferroviária, os dois primeiros troços deveriam ter os trabalhos a começar no início de 2026. Contudo, a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) rejeitou o projeto do consórcio liderado pela Mota-Engil, o que obrigou a apresentar novo projeto técnico.
A Mota-Engil beneficia de um mix equilibrado entre grandes projetos públicos e investimentos estratégicos privados, o que reduz a exposição a riscos concentrados e aumenta a previsibilidade de receitas. Com a carteira de encomendas a atingir níveis recorde e novas adjudicações em pipeline, a empresa mantém visibilidade robusta sobre receita e margem operacional, fatores críticos para o crescimento sustentável.
A construtora entra em 2026 com fundamentos financeiros sólidos, uma carteira de projetos histórica e diversificada e uma postura estratégica de expansão e consolidação societária. A combinação de crescimento do EBITDA, margem operacional robusta, e novos projetos de grande escala coloca a empresa numa trajetória positiva, equilibrando crescimento e gestão de risco.
O crescimento sustentado da carteira de contratos, aliado a ganhos de eficiência e a uma gestão financeira mais rigorosa, deverá reforçar a posição da Mota-Engil em 2026.
Este enquadramento cria condições favoráveis não só para a melhoria do desempenho operacional, mas também para um maior retorno para os acionistas. Acresce ainda a existência de novas adjudicações que não se encontram refletidas no relatório mais recente, bem como a estratégia de continuar a expandir o volume de encomendas de forma equilibrada e diversificada.
Embora existam pressões de mercado, como o short-selling elevado, o histórico de valorização e os projetos em carteira sugerem que a empresa mantém potencial para criar valor significativo. Mantemos as nossas estimativas de lucros por ação, de 0,48 euros em 2025 e 0,52 euros em 2026. Não alteramos o nosso conselho de manter a ação.
Desde o início do ano de 2026 a ação desvalorizou -2% mas ainda está correta e não alteramos o nosso conselho. Mantenha o título em carteira.