Porsche, Procter & Gamble, Toromont, Vinci
Autor: Análise da equipa internacional de analistas da Euroconsumers
Em 2026 a Porsche vai apostar mais no valor e não tanto na quantidade
Autor: Análise da equipa internacional de analistas da Euroconsumers
Em 2026 a Porsche vai apostar mais no valor e não tanto na quantidade
Porsche
Manter
A Porsche encerrou 2025 com uma queda de 10% das entregas. Na América do Norte, o número de veículos entregues manteve-se estável face a 2024, enquanto a China registou um recuo de 26%.
Para 2026, a Porsche prevê gerir a procura e a oferta de acordo com a estratégia de privilegiar o valor em detrimento da quantidade, dando assim primazia à rentabilidade em vez do número de automóveis vendidos.
Ao nível dos resultados, estimamos um lucro por ação de 2,3 euros em 2026 e de 3,0 euros em 2027. O título encontra-se corretamente avaliado.
Procter & Gamble
Vender
O volume de negócios manteve-se estável no segundo trimestre de 2025/2026, num enquadramento de consumo que continua difícil. Trata-se de um desempenho dececionante. Além disso, a P&G reduziu o intervalo de previsão de crescimento do lucro por ação para +1% a +6%, face aos +3% a +9% anteriormente indicados.
Esta revisão resulta do aumento dos encargos de reestruturação. Não há motivos para maior otimismo. O nosso conselho não se altera: venda.
Toromont
Comprar
A cotação do grupo canadiano avança cerca de 45% num ano sustentada por um perfil industrial sólido e boas perspetivas de crescimento associadas à economia canadiana. As tensões entre o Canadá e os Estados Unidos também jogam a favor do grupo.
Para responder ao enfraquecimento da ordem internacional, o Governo canadiano quer promover a autonomia estratégica. Para tal, pode apoiar-se nos recursos naturais, como a agricultura, os minerais, o petróleo e o gás, cuja produção está a aumentar.
O Canadá lançou uma estratégia para os minerais críticos e toda a sua cadeia de valor, desde a exploração e extração até à transformação e reciclagem. Este enquadramento é claramente favorável para a Toromont, que vende e aluga equipamentos pesados da marca Caterpillar destinados a diversos tipos de obras. A carteira de encomendas ascende a 1,1 mil milhões de dólares canadianos.
Para limitar os riscos, o crescimento da Toromont é sobretudo orgânico. No entanto, a sólida situação financeira permite adquirir pequenos concorrentes, reforçando a cobertura do vasto mercado canadiano.
Além disso, apesar de ser de um setor cíclico, a ação apresenta uma volatilidade inferior à do mercado canadiano, graças ao peso significativo dos serviços pós-venda e à regularidade dos resultados. A valorização permanece razoável à luz dos fundamentais.
Reiteramos a recomendação de compra e confirmamos as nossas previsões de lucro por ação de 6,1 dólares canadianos em 2025, 6,8 dólares canadianos em 2026 e 7,5 dólares canadianos em 2027.
Vinci
Comprar
A Vinci vai comprar a Fletcher Construction, sediada na Nova Zelândia (engenharia civil, estradas, obras marítimas, portos e aeroportos, caminhos-de-ferro, energias renováveis). A aquisição representa menos de 1% do volume de negócios da Vinci. Se a transação for aprovada pelas autoridades, deverá ser finalizada ao longo de 2026.