Atenor, Blackstone, Deutsche Post, Lockheed Martin
Autor: Análise da equipa internacional de analistas da Euroconsumers
A Lockheed Martin lucra com os F35 e os sistemas antimísseis
Autor: Análise da equipa internacional de analistas da Euroconsumers
A Lockheed Martin lucra com os F35 e os sistemas antimísseis
Atenor
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Novo ano difícil para o promotor imobiliário. No vermelho desde 2022. 2025 terminou com uma perda de 2,4 euros por ação. A Atenor continua a executar o seu plano de três anos (2025-2027) para reduzir o endividamento, abandonar o difícil mercado de escritórios na Europa Central e concentrar-se na Europa Ocidental (residencial, escritórios e projetos mistos).
Com o anúncio da venda do edifício de escritórios @Expo em Bucareste (57 666 m²) esta semana, a Atenor abandona o mercado romeno. Concluído em 2023, o edifício estava arrendado apenas em 29%. A operação permite reduzir o endividamento de Atenor em 52 milhões de euros, mas gera uma menos-valia considerável de 30,5 milhões de euros (-0,5 euros por ação).
Blackstone
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A Blackstone atravessa uma fase difícil, à semelhança do setor do financiamento (imobiliário, private equity, crédito…). Alguns clientes solicitam reembolsos em determinados fundos.
O setor suscita inquietações quanto ao financiamento da inteligência artificial, à valorização dos ativos não cotados e às perspetivas de entradas em bolsa (IPO). Apesar disso, consideramos que a Blackstone mantém-se sólida e está a privilegiar cada vez mais as receitas recorrentes.
Deutsche Post
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A Deutsche Post antecipa um resultado operacional de, pelo menos, 6200 milhões de euros em 2026, contra cerca de 6100 milhões de euros em 2025. A conjuntura económica e geopolítica ainda é incerta, mas a atividade da Deutsche Post é sustentada pelo rigor operacional e pelas suas alavancas tecnológicas.
Lockheed Martin
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Graças à sua liderança no setor da defesa, a Lockheed Martin é incontornável. No Médio Oriente, está envolvida com os seus aviões F-35 e os sistemas antimísseis THAAD e Patriot PAC-3.
Estão previstas aumentos significativos de produção para estes dois últimos equipamentos nos próximos anos e responder à procura de numerosos países, incluindo os EUA, onde Donald Trump se mostra cada vez mais impaciente.
O grupo prevê investir milhares de milhões de dólares ao longo dos próximos três anos para ampliar e modernizar mais de 20 instalações em vários estados norte-americanos.
Os aviões e os mísseis deverão ser os motores da Lockheed Martin em 2026, depois de um segundo semestre de 2025 já dinâmico graças a estas armas. A Alemanha poderá encomendar cerca de trinta F-35, enquanto o programa conjunto com a França para a próxima geração de caças pode não avançar.
Em 2022, a Alemanha comprou 35 aviões F-35 e as primeiras entregas estão previstas para este ano. No final de 2025, a Lockheed tinha uma carteira de encomendas recorde de 193 mil milhões de dólares, mais de dois anos de volume de negócios.
A Lockheed Martin continua a aumentar a produção para responder à procura. Cotada em 22 vezes os lucros previstos para 2026, a ação não está cara.