Jerónimo Martins: vendas sobem 7,6% em 2025
Num setor de elevada concorrência e margens diminutas, a Jerónimo Martins tem conseguido crescer.
Num setor de elevada concorrência e margens diminutas, a Jerónimo Martins tem conseguido crescer.
Apesar de só divulgar resultados anuais a 18 de março, a Jerónimo Martins anunciou que as vendas preliminares de 2025 cresceram 7,6%, um valor em linha com as nossas previsões.
O mercado colombiano (+13,2%) e polaco (+7,5%), também pelo seu elevado peso no seio do grupo (72% das vendas), foram os principais motores de crescimento. Em Portugal, o Pingo Doce e o Recheio cresceram 5,3 e 3%, respetivamente.
Em base comparável, o aumento das vendas foi de 2,5%, com o grupo a abrir 448 novas lojas no ano passado. O plano de expansão ambicioso, que tem como meta final atingir os 50 mil milhões de euros de vendas até 2030, é para continuar, reforçado com a entrada do grupo na Eslováquia, onde já foram inauguradas 15 lojas e um centro de distribuição.
A Jerónimo Martins vende sobretudo bens de primeira necessidade, sendo por isso menos afetada pelos ciclos económicos, mesmo no atual contexto de consumo cauteloso e orientado para preços baixos em todos os mercados onde opera.
O grupo mantém uma estratégia assente na liderança de preço, inovação na oferta e melhoria da qualidade das suas lojas (282 remodelações em 2025). Mantemos as previsões de lucros por ação 1,22 euros em 2026 e de 1,37 em 2027.
Num setor de elevada concorrência e margens diminutas, a Jerónimo Martins tem conseguido crescer e mantém-se ambiciosa para o futuro. Compre.