A BASF está particularmente exposta à crise no Médio Oriente
Publicado em:06 março 2026
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Análise da equipa internacional de analistas da Euroconsumers
A BASF está particularmente exposta à crise no Médio Oriente
O agravamento da situação no Médio Oriente intensifica as dificuldades da BASF.
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Quanto mais o conflito armado no Médio Oriente e as perturbações no estreito de Ormuz se prolongarem, maior será a pressão sobre os custos energéticos da BASF. Sendo um grande consumidor de petróleo e, sobretudo, de gás natural, a BASF encontra-se particularmente exposta.
Esta crise surge num contexto já desafiante. O volume de negócios de 2025 recuou 2,9%, assinalando o terceiro ano consecutivo de contração, reflexo da crise que atravessa a indústria química europeia. O resultado operacional diminuiu 9,7%, penalizado também por encargos de reestruturação.
As perspetivas para 2026 não trazem alívio. A BASF prevê um EBITDA (excluindo itens excecionais) entre 6,2 e 7 mil milhões de euros, face a 6,5 mil milhões em 2025, apesar da continuação do programa de redução de custos. Para contornar as dificuldades estruturais na Europa (regulamentação exigente e preços elevados da energia), a BASF tem vindo a reforçar a sua presença na Ásia.
No final de 2025 iniciou a produção no seu grande complexo químico de Zhanjiang, na China. Contudo, o abrandamento do crescimento chinês e a existência de sobrecapacidades no setor têm provocado pressões adicionais sobre os preços.
O agravamento da situação no Médio Oriente intensifica as dificuldades da BASF e torna mais exigentes as metas para 2026. Revimos em baixa as nossas previsões. Neste enquadramento, um rácio cotação/lucro próximo de 30 para 2026 parece excessivo para uma empresa cíclica e atualmente fragilizada.
Alteramos o conselho e iremos deixar de seguir esta ação: venda.