CTT: mudança na liderança em abril
O segmento Expresso e Encomendas é o core-business e grande pólo de crescimento dos CTT.
O segmento Expresso e Encomendas é o core-business e grande pólo de crescimento dos CTT.
O CEO dos CTT, João, Bento, no cargo desde 2019, irá abandoná-lo no final do mandato, em abril, sendo substituído pelo CFO, Guy Pacheco.
Durante o seu mandato, os CTT deixaram de ser apenas um grupo postal tradicional, afetado pelo declínio estrutural e acelerado do correio, e passaram a ser um operador logístico de comércio eletrónico, que quer ser líder na Península Ibérica.
O segmento Expresso e Encomendas é agora o core-business e grande pólo de crescimento dos CTT, representando em breve mais de 50% das receitas (47% atualmente).
A mudança na liderança é uma aposta na continuidade da estratégia, que irá beneficiar das recentes aquisições da Cacesa, líder no desalfandegamento de encomendas procedentes de fora da EU; da Decopharma, a especialista em soluções logísticas para a saúde; bem como, da joint-venture ibérica com a DHL, a operadora logística líder mundial.
Já o Banco CTT é um ativo onde o grupo quer diluir a posição, após a entrada da Generali no capital (8,7%) em 2024, dado o seu menor valor estratégico devido à maior aposta do grupo no negócio das encomendas.
Enquanto esperamos os resultados de 2025 (18 de março), mantemos as previsões de lucros por ação de 0,47 euros em 2026 e de 0,56 euros em 2027.
A ambição de crescimento no negócio das encomendas abre boas perspetivas futuras e não se altera com a mudança na liderança. Pode manter.