BlackRock, Lockheed Martin, TotalEnergies
Autor: Análise da equipa internacional de analistas da Euroconsumers
A TotalEnergies abandona projeto petrolífero em África
Autor: Análise da equipa internacional de analistas da Euroconsumers
A TotalEnergies abandona projeto petrolífero em África
BlackRock
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A BlackRock publicou números impressionantes. No quarto trimestre teve uma captação líquida de ativos sob gestão de 342 mil milhões de dólares (698 mil milhões em 2025).
Foi um nível recorde, beneficiando da boa evolução das bolsas e do entusiasmo em torno da IA. Desse valor, 181 mil milhões de dólares foi em ETF (527 mil milhões em 2025), o segmento mais dinâmico para as receitas.
Estão previstos novos ETF, nomeadamente ETF ativos e ligados à IA. No entanto, o segmento dos ETF está cada vez mais concorrencial (Vanguard, Amundi, DWS), o que contribui para a redução das comissões dos ETF e a uma pressão acrescida sobre as margens da BlackRock.
Para responder ao desafio, o grupo avançou com aquisições noutros segmentos, como o private equity. No quarto trimestre de 2025, captou 12,7 mil milhões de dólares neste mercado (39,8 mil milhões em 2025) e tem o objetivo de atingir uma captação de 400 mil milhões até 2030.
Outro desafio será assegurar a integração operacional das numerosas aquisições realizadas nos últimos anos. Para o início de 2026, a administração confirma o dinamismo da atividade. Mantemos as estimativas de lucro por ação para 2026 (50 dólares) e 2027 (56 dólares), face a 35,8 dólares em 2025.
A forte procura por ETF e a valorização das bolsas explicam os bons resultados. As perspetivas mantêm-se favoráveis e a ação atrativa.
Lockheed Martin
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Donald Trump propôs um aumento de 50% do orçamento dos Estados Unidos para a defesa, ou seja, 1,5 biliões de dólares em 2027. O Presidente invoca as tensões globais e um recurso acrescido às forças armadas na sua política externa.
O anúncio surge após uma fase em que Trump se mostrava crítico das grandes empresas de defesa e dos onerosos projetos de grande dimensão, nomeadamente na aviação, dando a entender que poderia até reduzir os orçamentos. A mudança de rumo terá, no entanto, de ser confirmada pelo Congresso e coloca muita pressão sobre o orçamento dos EUA.
A confirmar-se, a dissuasão nuclear (modernização das ogivas e mísseis de cruzeiro) e o escudo antimíssil “Golden Dome” deverão ocupar um lugar central. A Lockheed Martin possui muito know-how nesta área, tendo recentemente assinado um contrato que prevê triplicar a produção de mísseis Patriot ao longo de 7 anos (de 600 para 2000 mísseis por ano). Por último, a produção dos caças F35 regressa a um ritmo mais normal. A consolidação deste regresso à normalidade deverá ser confirmada nos próximos trimestres.
Com vasta experiência em grandes projetos e uma forte presença em tecnologias de deteção e interceção de mísseis, a Lockheed Martin encontra-se numa posição privilegiada para beneficiar das ideias de Trump.
TotalEnergies
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A TotalEnergies vai alienar a participação na Renaissance, projeto petrolífero ativo na Nigéria, mantendo ainda presença no país. Em paralelo, a administração não demonstra, por agora, interesse num regresso à Venezuela, tendo em conta a instabilidade política local.