ASML, BASF, BlackRock, Eni
Autor: Análise da equipa internacional de analistas da Euroconsumers
A China é um mercado incontornável para um grupo global como a BASF
Autor: Análise da equipa internacional de analistas da Euroconsumers
A China é um mercado incontornável para um grupo global como a BASF
ASML
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A cotação da ASML atingiu um máximo histórico e afirma-se como a maior capitalização bolsista europeia, com uma valorização de 456 000 milhões de euros. O recente avanço da cotação explica-se após as perspetivas mais favoráveis comunicadas pela TSMC de Taiwan.
A ASML é uma das raras empresas europeias de grande dimensão bem posicionadas para beneficiar do desenvolvimento da inteligência artificial. Apesar da forte subida da cotação, a ação mantém uma avaliação razoável, ao negociar a 35 vezes os lucros estimados para 2027.
BASF
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A BASF iniciou, no final de 2025, a produção no seu complexo químico de grande dimensão em Zhanjiang, no qual investiu cerca de 9 mil milhões de euros. No entanto, o crescimento na China abrandou e as sobrecapacidades no setor conduziram a descidas de preços, o que deverá penalizar a rentabilidade desta unidade.
A BASF espera que o complexo venha a contribuir, em torno de 2030, com cerca de 1000 milhões de euros por ano para o lucro operacional. Mesmo que as condições sejam menos favoráveis, a China representa metade do mercado mundial da indústria química e é incontornável para um grande grupo global como a BASF.
Tanto mais que a situação da indústria química permanece muito difícil na Europa (regulamentação excessiva e preços elevados das matérias-primas). Este enquadramento já levou a BASF a lançar uma reestruturação das atividades europeias, com o objetivo de poupar de 2,1 mil milhões de euros por ano (2,35 euros por ação) até ao final de 2026.
Além disso, após ter anunciado em outubro a venda de uma participação maioritária na atividade de revestimentos ao fundo Carlyle, a BASF prepara-se para uma introdução em bolsa da divisão de “Soluções Agrícolas” em 2027, embora mantendo-se como acionista maioritária.
A BASF prossegue o processo de transformação iniciado no final de 2024, num momento em que enfrenta a conjuntura difícil do mercado da indústria química.
BlackRock
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A BlackRock registou, no quarto trimestre de 2025, uma captação espetacular de 268 000 milhões de dólares. Os clientes continuam a privilegiar os ETF, que concentraram 181 000 milhões de dólares desse montante.
A captação no private equity manteve-se igualmente dinâmica, área na qual a administração pretende assentar uma parte relevante do crescimento futuro.
Eni
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Surgiram novidades da Argélia para a Eni. Com a publicação de um decreto presidencial, foi ratificado o acordo da Eni com a empresa local Sonatrach para a exploração do jazigo de Zemoul El Kbar. O contrato torna-se assim plenamente válido, com um horizonte temporal de 30 anos.
Uma primeira fase, presumivelmente com a duração de 7 anos, dedicada à prospeção, seguida de uma produção de gás estimada em 9,3 mil milhões de metros cúbicos. Trata-se de uma notícia positiva, mas os impactos nas contas da Eni não serão imediatos.
Entretanto, regista-se outra evolução favorável, com o sucesso da emissão obrigacionista no montante de 1000 milhões de euros, que recebeu ordens superiores a 6000 milhões.
O título destina-se a investidores institucionais, também em virtude das suas características específicas. Trata-se de uma obrigação híbrida, entre uma obrigação tradicional e capitais próprios, sem data de maturidade. E, termos técnicos um título perpétuo, mas confere à Eni a possibilidade de reembolso em datas predeterminadas a partir de 2032.
Enquanto aguardamos a divulgação das contas definitivas de 2025, prevista para o final de fevereiro, estimamos um lucro de 1,2 euros por ação nesse exercício. E não alteramos as previsões de lucros para 2026 e 2027, fixadas respetivamente em 1,3 euros e 1,48 euros por ação.