A redução dos volumes de vendas, refletiu-se numa queda de 9,7% das receitas, que se fixaram nos 234,7 milhões de euros (ME). Além disso, a cortiça adquirida a preços mais elevados levou a uma queda de 8,8% do EBITDA para 43,7 ME. Por fim, os lucros trimestrais tiveram uma queda homóloga de 32%, e fixaram-se nos 16,1 ME, ou seja, 0,12 euros por ação.
Todas as unidades de negócio da
Corticeira Amorim foram afetadas pela pressão sobre as vendas, com exceção da Amorim Cork Composites, que registou um crescimento ligeiro de 0,6%. O segmento de Pavimentos, representado pela Amorim Cork Flooring, tem apresentado prejuízos que se agravaram nos primeiros meses de 2024. O contexto económico que afeta o setor da construção e a intensificação da concorrência de produtores asiáticos são as principais razões.
Dadas as atuais debilidades competitivas da Amorim Cork Flooring, foi decidido iniciar um processo de reestruturação desta unidade de negócio que implica o ajustamento da sua estrutura produtiva à dimensão atual das vendas, de forma a reduzir as perdas operacionais. Nestes resultados trimestrais, já constam 4 ME de custos não-recorrentes investidos nesse plano de otimização industrial.
A margem EBITDA de 18,6%, revela uma melhoria na eficiência operacional, apesar da queda dos volumes. A empresa está focada em aumentar a eficiência industrial, melhorar o mix de produtos e ganhar quota de mercado.
Conselho
A quebra das vendas de algumas unidades de negócio, pode trazer alguma incerteza. No entanto, a divisão de Rolhas, que representa 78% das receitas, continua sólida. Baixamos as nossas previsões de lucros por ação para 0,68 euros em 2024 (antes 0,71) e 0,75 em 2025 (antes 0,76). Mantenha o título em carteira.