O EBITDA subiu para 47.9 ME nos primeiros três meses do ano, o que compara com 44.1 ME no período homólogo. Um crescimento de 8,7%.
O resultado líquido subiu 18,2%, chegando aos 23.8 ME, 0,18 euros por ação. Valor em linha com as expectativas do mercado.
A queda das vendas da Unidade de Negócio “Revestimentos” para 25,8 ME (-32,8% face ao período homólogo) foi determinante para a redução do valor das vendas totais.
No entanto, o aumento dos lucros foi conseguido, em parte, devido às poupanças nos custos operacionais como a energia e transportes.
O outro motor do aumento dos lucros foi o crescimento da unidade de negócio com maior volume: em relação ao 1º trimestre de 2022, as vendas e o EBITDA da unidade “Matérias-Primas e Rolhas” cresceram 5% e 22% respetivamente.
No final de março, a dívida remunerada líquida ascendia a 166 milhões de euros (46 milhões de euros no primeiro trimestre de 2022 e 122 milhões de euros no final do ano).
A empresa justifica o crescimento da dívida com o acréscimo das necessidades de fundo de maneio (59 milhões de euros) e o aumento do investimento em ativo fixo (20 milhões de euros).
O dividendo bruto de 0,20 euros por ação relativo ao exercício de 2022 foi confirmado e será pago a 15 de maio.
O nosso conselho
A capacidade da Corticeira Amorim de manter ou até melhorar as margens num contexto de pressões inflacionistas faz-nos manter a confiança na empresa.
Ainda assim, revemos em baixa as nossas previsões de lucros por ação porque o valor das vendas trimestrais estava abaixo do que esperávamos.
Esperamos agora 0,67 euros em 2023 (antes 0,7) e 0,73 euros em 2024 (antes 0,76). Mantenha em carteira.