Após um primeiro trimestre negativo, a EDP obteve bons resultados no segundo e obteve um lucro de 0,08 euros por ação no primeiro semestre. Este valor superou as previsões, mas representa uma queda de 11% relativamente a igual período de 2021.
A atividade em Portugal foi deficitária, já que a seca penalizou muito a produção hídrica. Ao invés, o grupo beneficiou do bom desempenho das renováveis, graças ao aumento da capacidade instalada e à subida do preço médio de venda, e da atividade de redes de eletricidade no Brasil, fruto da atualização das receitas reguladas e da valorização do real. Assim, mesmo com uma menor margem operacional, o EBITDA subiu 18%.
A nível financeiro, os resultados pioraram 51% devido ao aumento do custo médio da dívida e ao facto de esta ter aumentado 22%, na sequência das aquisições feitas para acelerar o crescimento e da apreciação do real e do dólar face ao euro.
Graças à aposta nas energias renováveis e à estratégia de rotação de ativos, as perspetivas da EDP mantêm-se positivas, apesar do aumento das taxas de juro pressionar os resultados. Ainda assim, subimos a previsão de lucros por ação para 2022, de 0,17 para 0,20 euros, mantendo a de 2023 nos 0,23 euros.
O nosso conselho
A EDP é o exemplo de uma empresa que se preparou bem para a transição energética, estando a cotação a beneficiar dessa estratégia. O fraco resultado do primeiro trimestre está ultrapassado e as perspetivas são boas. A ação está corretamente avaliada.
Cotação à data da análise: 4,85 euros