Apesar de só ter entrado em bolsa há menos de um ano, a GreenVolt já reviu em alta os seus objetivos iniciais, com o investimento para os próximos cinco anos a subir para o intervalo entre 3,8 mil a 4,2 mil milhões de euros (ME), mais do dobro dos 1,5 mil a 1,8 mil ME originais.
Além disso, a aposta por segmentos de negócio também é diferente. Em julho, aquando do IPO, a GreenVolt previa que metade do EBITDA tivesse origem na biomassa (negócio inicial) e a outra metade no solar, eólico e geração distribuída. Agora a empresa aponta para que a biomassa pese apenas 30%, a geração distribuída 15% e o solar e eólico gerem 55% do EBITDA, que a empresa espera que possa crescer, em média, 43% ao ano, entre 2021 e 2026.
Neste contexto, a GreenVolt anunciou que vai fazer um aumento de capital de até mais 12,78%, no qual prevê obter perto de 100 ME. O encaixe servirá para acelerar o plano de desenvolvimento, que inclui 6,6 GW de projetos em carteira face aos anteriores 3,6 GW, sobretudo na energia eólica e solar, em diversos países europeus e nos EUA, reforçar o segmento da geração distribuída, e conferir mais liquidez ao grupo após as recentes aquisições.
Apesar de só ter entrado em bolsa há menos de um ano, a GreenVolt já reviu em alta os seus objetivos iniciais, com o investimento para os próximos cinco anos a subir para o intervalo entre 3,8 mil a 4,2 mil milhões de euros (ME), mais do dobro dos 1,5 mil a 1,8 mil ME originais.
Além disso, a aposta por segmentos de negócio também é diferente. Em julho, aquando do IPO, a GreenVolt previa que metade do EBITDA tivesse origem na biomassa (negócio inicial) e a outra metade no solar, eólico e geração distribuída. Agora a empresa aponta para que a biomassa pese apenas 30%, a geração distribuída 15% e o solar e eólico gerem 55% do EBITDA, que a empresa espera que possa crescer, em média, 43% ao ano, entre 2021 e 2026.
Neste contexto, a GreenVolt anunciou que vai fazer um aumento de capital de até mais 12,78%, no qual prevê obter perto de 100 ME. O encaixe servirá para acelerar o plano de desenvolvimento, que inclui 6,6 GW de projetos em carteira face aos anteriores 3,6 GW, sobretudo na energia eólica e solar, em diversos países europeus e nos EUA, reforçar o segmento da geração distribuída, e conferir mais liquidez ao grupo após as recentes aquisições.
Condições da oferta
O aumento de capital corresponde à emissão de 17.792.576 novas ações a um preço de 5,62 euros por ação, que equivale a um bom desconto de 23,4% face ao preço em bolsa (7,3348 euros) antes do anúncio do aumento. Os acionistas têm direito de preferência e por cada ação detida a 15 de junho (último dia de negociação das ações com os direitos de subscrição), receberão um direito, que permitirá subscrever 0,14658996 novas ações. Por exemplo, um investidor que detivesse 500 ações da GreenVolt, recebeu 500 direitos e poderá subscrever 73 novas ações (investimento de 410,26 euros).
Altri vende os seus direitos
A Altri, que detém atualmente 19,08% da GreenVolt, não subscreverá o aumento de capital e irá vender aos seus acionistas os direitos que possui. Assim, por cada 8,85914897 ações detidas no dia 14 de junho, os acionistas da Altri podem adquirir um direito a um preço indicativo máximo de 0,13 euros. A Altri baixará a sua posição para 16,64%.
O restante núcleo duro de acionistas da GreenVolt, que controla 39,02% do capital, irão obrigatoriamente ao aumento de capital, tal como a polaca V-Ridium, detentora de 9,23% do capital. Além disso, estes acionistas terão um período de “lock-up” de 180 dias, em que não poderão transacionar as ações subscritas nesta oferta.
Calendário da operação
A subscrição do aumento de capital começou esta segunda-feira, dia 20 de junho, e prolonga-se até ao dia 4 de julho (inclusive), sendo que a partir das 15:00h do dia 1 de julho, as ordens de subscrição já não poderão ser revogadas e apenas poderão ser alteradas para aumentar o número de ações a subscrever. Por sua vez, os direitos de subscrição serão negociados de 20 a 29 de junho. O anúncio dos resultados da oferta será feito a 5 de julho e as novas ações serão admitidas à cotação a 11 de julho.
O nosso conselho
Apesar de um aumento de capital ser normalmente mal recebido pelos investidores, a cotação da GreenVolt caiu “apenas” 6,7% no dia a seguir ao anúncio e depois manteve-se estável.
De facto, faz sentido financiar também com capitais próprios o seu ambicioso plano de desenvolvimento, mantendo uma estrutura financeira sólida. Por esta razão e por estar numa fase de forte crescimento, a empresa ainda não distribuiu quaisquer dividendos e não prevê fazê-lo nos próximos anos.
Além disso, numa altura em que as taxas de juro já começaram a subir, o custo do endividamento também aumentará, pelo que se torna ainda mais importante controlar a dívida.
Por fim, o setor das energias verdes, onde a GreenVolt opera, é promissor e deverá ter um crescimento acentuado nos próximos anos. Apesar de a empresa ainda ter uma dimensão relativamente reduzida, está bem posicionada e tem o Know-how necessário para aproveitar as oportunidades de crescimento.
Dado que aconselhamos a compra do título, também recomendamos a subscrição do aumento de capital junto do seu intermediário financeiro. Mas não se esqueça que, caso não pretenda subscrevê-lo, para não perder dinheiro, deve vender em bolsa os seus direitos, cuja negociação nesta segunda-feira, dia 20, tem oscilado entre os 0,15 e os 0,19 euros, acima do seu preço teórico de 0,162 euros.
Cotação à data da análise: 6,96 euros