Os CTT divulgaram lucros de 0,04 euros no primeiro trimestre, um valor abaixo do esperado e que corresponde a uma queda de 38,1% comparativamente a igual período de 2021. Em causa está a quebra inesperada de 3,3% das receitas no negócio Expresso e Encomendas e o aumento significativo dos custos operacionais (+20,7%), associados à preparação da rede de distribuição para o aumento estrutural do e-commerce e ao crescimento de algumas atividades.
Apesar da queda no Expresso e Encomendas e nos Serviços Financeiros (-1,7%), a receita total do grupo aumentou 14,3%, graças ao Banco CTT (+32,5%) e ao segmento do Correio (+22,9%), que apesar da queda do tráfego (-3,7%), beneficiou da integração da NewSpring Services e do crescimento do segmento de Soluções empresariais. Ainda assim, devido ao aumento dos custos, o lucro operacional recuou 41,1%.
A desaceleração do comércio eletrónico deverá ser transitória, como defende a empresa, até porque o confinamento do primeiro trimestre de 2021 deu-lhe um forte impulso, que o regresso ao retalho físico esbateu um pouco. Além disso, apesar da atual conjuntura económica incerta poder condicionar a atividade do grupo, a administração manteve a meta de lucro operacional para este ano.
Revimos em baixa as previsões de lucros por ação, de 0,30 para 0,27 euros, em 2022 e de 0,34 para 0,31 euros, em 2023.
O nosso conselho
Os resultados do trimestre foram um passo atrás na recuperação do grupo, mas as perspetivas do negócio a longo prazo não se alteraram muito, com o Expresso e Encomendas e o Banco CTT a serem os motores do crescimento.
Cotação à data da análise: 3,70 euros