Os CTT registaram uma subida de 130,4% do lucro em 2021, para os 0,26 euros por ação, um valor acima das previsões. Na base desta melhoria está o crescimento de 13,8% das receitas, com a contribuição positiva de todos os negócios, sobretudo o Expresso e Encomendas (+32,5%) e o Banco CTT (+20,4%). Até o segmento do Correio, cujo tráfego continua em declínio (-6,3% em 2021) mas que ainda representa 52,4% do total das receitas, cresceu 4,3% graças a novos negócios de soluções empresariais. O lucro de exploração subiu 79,3% e o cash-flow operacional aumentou 43,9%.
Outra boa novidade foi a melhoria da remuneração acionista. Para além do aumento do dividendo (já esperado) de 0,085 para 0,12 euros brutos por ação, os CTT vão iniciar um programa de compra de ações próprias, o que é positivo.
Entretanto, foi celebrado o novo contrato de concessão para a prestação do Serviço Postal Universal, que vigorará até final de 2028 e cujas regras de funcionamento são menos exigentes do que se temia.
No seu dia do investidor, que se realizará em junho, a empresa vai apresentar a estratégia para os próximos 3 anos, que deverá assentar no reforço da aposta nos novos negócios, como as encomendas, a logística, a banca e os serviços financeiros em substituição do correio tradicional, num processo de transformação vital para o futuro. Subimos as previsões de lucros por ação de 0,26 para 0,30 euros em 2022 e de 0,29 para 0,34 em 2023.
O nosso conselho
A transformação do negócio dos CTT, visando reduzir a dependência do correio tradicional, tem dado bons resultados e melhorado as perspetivas, como mostra o crescimento do negócio de encomendas, sobretudo em Espanha. Porém, há alternativas de investimento no setor postal mais atrativas, como, por exemplo, a Deutsche Post.
Cotação à data da análise: 4,36 euros