Sem estes elementos, o lucro recorrente subiu 6%, a beneficiar do desempenho favorável do negócio das renováveis, da integração da espanhola Viesgo e do crescimento das operações de redes de eletricidade no Brasil, que compensaram a subida dos preços de energia nos mercados grossistas internacionais e a menor pluviosidade na Península Ibérica.
A EDP anunciou uma queda de 18% dos lucros em 2021, para os 0,17 euros por ação, um valor abaixo do que prevíamos. Em causa estão fatores não recorrentes, nomeadamente imparidades com as centrais térmicas na Península Ibérica.
Sem estes elementos, o lucro recorrente subiu 6%, a beneficiar do desempenho favorável do negócio das renováveis, da integração da espanhola Viesgo e do crescimento das operações de redes de eletricidade no Brasil, que compensaram a subida dos preços de energia nos mercados grossistas internacionais e a menor pluviosidade na Península Ibérica.
A nível financeiro, a dívida líquida baixou 6% e atingiu o valor mais baixo dos últimos 14 anos, o que é positivo numa altura em que as taxas de juro irão subir.
Apesar dos resultados abaixo do previsto, as perspetivas da empresa são positivas, graças à aposta nas energias renováveis. A EDP Renováveis, detida a 75% pela EDP, acaba de concluir a compra de 91% na Sunseap, uma das maiores empresas de energia solar do Sudeste Asiático, por 600 milhões de euros, reforçando assim a diversificação geográfica e tecnológica do grupo.
Como se previa, a EDP distribuirá um dividendo de 0,1368 euros por ação (rendimento líquido de 3,4%), igual ao do ano anterior. Baixámos as previsões de lucros por ação, de 0,23 para 0,21 euros, em 2022 e de 0,25 para 0,24 em 2023.
O nosso conselho
Os resultados ficaram abaixo do esperado, mas não comprometem as boas perspetivas do grupo, que continua a reforçar-se nas energias renováveis. Apesar da queda do título em bolsa, ainda não é o momento para comprar.
Cotação à data da análise: 4,02 euros