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bolsas mundiais

A maioria dos setores não escapou à desconfiança dos investidores e fechou em queda.

Publicado em: 14 setembro 2026
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Autor: Rui Ribeiro

Subida do preço do petróleo penaliza bolsas

Petróleo acima dos 100 dólares penaliza bolsas mundiais. BCE sobe juros e Lisboa contraria a tendência com ganhos no PSI.

Na semana passada, a tensão nos mercados bolsistas aumentou, com as ações de ambos os lados do Atlântico a registarem perdas devido à subida do petróleo para cerca de 105 dólares por barril. O ouro negro não é a única matéria-prima em alta, com o cobre a aproximar-se dos 15 000 dólares por tonelada.

Estes preços elevados reforçam a probabilidade de um aumento das taxas diretoras por parte dos bancos centrais. Assim, o BCE subiu as suas principais taxas de juro pela segunda vez este ano, destacando os riscos de subida da inflação e abrindo a porta a um novo aumento nos próximos meses.

Nos EUA, o S&P 500 (-0,8%) e o Nasdaq (-0,7%) fecharam em queda, com o cenário de subida das taxas esta semana por parte da Fed a ganhar credibilidade. Pela positiva, a Corning valorizou 7,8% e a Intel 7,5%.

A taxa de juro das obrigações do Tesouro americano a 10 anos subiu para 4,97%, o nível mais alto desde outubro de 2023.

Afetado pela instabilidade no Médio Oriente, o Stoxx Europe 600 corrigiu 1,7%, com Frankfurt a descer 1,8%. Zurique recuou 4,3%, penalizada pelos problemas da Novartis (-13,5%), que liderou as perdas. O setor farmacêutico europeu desceu 5,8%. A Roche caiu 3,6% e a Novo Nordisk recuou 7,5%. Por sua vez, a Abbott perdeu 5,9%.

A maioria dos setores não escapou à desconfiança dos investidores e fechou em queda, com exceção das telecomunicações (+1,8%) e da energia (+0,7%). No setor petrolífero, a Repsol subiu 4,3%, a Exxon Mobil valorizou 4,1% e a ENI avançou 4,0%.

Lisboa escapou às quedas generalizadas

Numa semana negativa para as bolsas mundiais, a praça nacional fechou em contraciclo com as suas congéneres, tendo registado uma subida significativa de 1,5%.

A NOS liderou os ganhos com uma progressão de 6,5%, embora sem notícias relevantes que o justifiquem. Seguiu-se a Galp Energia (+4,8%), que beneficiou de uma nova subida acentuada do preço do petróleo (+8,7%). A fechar o pódio das subidas ficou a Mota-Engil, que registou uma valorização de 4,1%.

Pela positiva, destaque igualmente para dois títulos que têm um peso muito significativo no índice PSI: o BCP, que ganhou 3,6% e fixou um novo máximo desde maio de 2015, e a EDP, que valorizou 3,2% e também atingiu o seu valor mais elevado desde maio de 2023.

De resto, a semana voltou a ser pouco fértil em termos de notícias empresariais. Os CTT (-2,8%) e a Jerónimo Martins (-1,7%) foram as empresas mais penalizadas. 

Números da semana

+15,3%          

Com a subida da semana passada, a bolsa de Lisboa aumentou os ganhos acumulados desde o início do ano para 15,3%, sendo uma das praças europeias com melhor desempenho este ano. Pode investir em algumas empresas nacionais, mas apenas uma pequena parte da sua carteira. 

107 dólares         

Depois de ter fechado a semana muito perto dos 105 dólares por barril, o preço do petróleo já ultrapassa os 107 dólares na manhã desta segunda-feira, devido à instabilidade persistente e sem fim à vista no Médio Oriente. 

 

Top subidas

Corning +7,8%
Intel +7,5%
NOS +6,5%
Meta Platforms +5,1%
Galp Energia +4,8%
 
  

Top descidas

Novartis -13,5%
Aperam -9,1%
Novo Nordisk -7,5%
H&M B -6,3%
Inditex -6,0%
 

 

A semana em números

Principais Bolsas:
Europa Stoxx 600 -1,7
EUA S&P 500 -0,8% 
EUA Nasdaq -0,7
Lisboa PSI +1,5
Frankfurt DAX -1,8
Londres FTSE 100 -1,7
Tóquio NIKKEI 225 -1,6

Variação das cotações entre 04/09/26 a 11/09/26, em moeda local.

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