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nvidia estimula bolsas

A Europa, menos exposta à tecnologia, reagiu menos ao anúncio da Nvidia.

Publicado em: 31 agosto 2026
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Autor: Rui Ribeiro

Nvidia estimula bolsas americanas e Lisboa continua em alta

Os bons resultados apresentados pela Nvidia tranquilizaram os investidores. Na bolsa nacional destaque para o BCP (+2,1%), que fixou um novo máximo dos últimos 11 anos.

A Nvidia (+1,3%) não desiludiu os investidores ao prever receitas acima do esperado. O anúncio tranquilizou as bolsas norte-americanas, muito expostas às ações tecnológicas. O S&P 500 subiu 0,5% e o Nasdaq avançou 0,9%.

A Europa, menos exposta à tecnologia, reagiu menos ao anúncio da Nvidia, com o Stoxx Europe 600 a subir 0,2%. A queda do preço do petróleo (-5,3%), alimentada por novas esperanças de paz no Médio Oriente, e uma economia alemã um pouco mais dinâmica sustentaram os mercados. 

Ainda assim, os investidores mantêm-se prudentes numa conjuntura em que as taxas de juro de longo prazo continuam a subir. O DAX alemão ganhou 1,7%, mas o CAC 40 francês recuou 1%, num clima de renovadas tensões à volta do financiamento dos défices e do nível da dívida pública. O custo da dívida francesa a 10 anos situou-se em 4,13%, face aos 3,28% na Alemanha. O BNP Paribas desvalorizou 4,6%.

As tecnológicas (+1,5%) fecharam em alta graças aos resultados convincentes da gigante Nvidia. A procura de chips para infraestruturas de IA continua robusta e é superior à oferta. O setor do software, negligenciado na primeira metade de 2026, prossegue a recuperação, impulsionado pela Microsoft (+6,3%) e por outros dois pesos pesados, Salesforce (+22,4%) e Crowdstrike (+13,8%), que divulgaram resultados trimestrais acima do previsto.

A descida do preço do petróleo levou o setor energético a recuar 1,7%, com a Exxon Mobil a cair 5,1%. Por fim, o setor farmacêutico (-2,6%) corrigiu. A Novo Nordisk perdeu 1,8% após o Deutsche Bank ter passado a recomendar a venda da ação.  

BCP destaca-se na bolsa de Lisboa

Apesar das quedas de 5% da Galp Energia, devido ao recuo do preço do petróleo, e de 1,3% da REN, após a aquisição de 13,7% do capital por parte do Estado português, a praça nacional ganhou 0,8% na semana.

A Mota-Engil (+6,5%) liderou os ganhos após apresentar um aumento de 24% dos lucros semestrais, graças sobretudo à melhoria da rentabilidade.

Pela positiva, destaque para o BCP (+2,1%), que fixou um novo máximo dos últimos 11 anos. De resto, não houve grandes notícias, com muitos investidores ainda de férias.

Realce, ainda assim, para o grupo EDP, com a EDP Renováveis a ganhar 2,7% e a sua casa mãe EDP a subir 1,7%, e uma nova subida da Jerónimo Martins (+2,5%), após as quedas recentes.

Números da semana

 

1,12 euros          

O BCP fechou a semana nos 1,12 euros e fixou um novo máximo desde junho de 2015. Apesar de estar muito longe dos máximos anteriores à crise financeira, o banco tem recuperado de forma consistente desde o mínimo de 0,07 euros, atingido no final de 2020.

 

+86,6%         

A bolsa de Seul, na Coreia do Sul, lidera os ganhos acumulados em 2026, com uma impressionante subida de 86,6%, quase toda feita à custa de apenas duas empresas de semicondutores, a Samsung e a SK Hynix.

 

Top subidas

Kion Group +9,7%
Mota-Engil +6,5%
BMW +6,4%
Microsoft +6,3%
Check Point +6,0% 

 

Top descidas

Eli Lilly -6,4%
Applied Materials -6,2%
Applied Ind. Tec. -5,7%
ENI -5,6%
Exxon Mobil -5,1% 

 

A semana em números

Principais Bolsas:
Europa Stoxx 600 +0,2% 
EUA S&P 500 +0,5% 
EUA Nasdaq +0,9% 
Lisboa PSI +0,8% 
Frankfurt DAX +1,7% 
Londres FTSE 100 +0,1% 
Tóquio NIKKEI 225 +0,6% 

Variação das cotações entre 21/08/26 a 28/08/26, em moeda local.

 

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