O que é o perfil de investidor e porque é tão importante?
Quando se começa a investir, procura-se frequentemente saber quais produtos comprar: ações, ETF, fundos de investimento ou produtos de capital garantido. No entanto, essa pergunta é prematura.
Antes de escolher o produto de investimento, é necessário identificar o seu perfil de investidor. Este depende principalmente do horizonte de investimento, capacidade financeira e tolerância ao risco e terá impacto na sua estratégia e na composição do portefólio.
Duas pessoas com 20 mil euros para investir podem construir carteiras muito diferentes. Uma prepara a reforma daqui a 25 anos e aceita flutuações dos mercados. A outra prevê utilizar o dinheiro dentro de 5 anos para mudar de casa e tolera mal uma queda do valor do património. Logo, a diferença não está no valor investido, mas no perfil do investidor.
Primeiro critério: como o horizonte de investimento influencia a estratégia
O tempo é provavelmente o fator mais importante ao investir. Quanto mais longo for o horizonte de investimento, maior será, em geral, a capacidade para aceitar ativos financeiros mais arriscados. Pelo contrário, se precisar do dinheiro dentro de poucos anos, deve privilegiar investimentos menos voláteis.
A situação pessoal deve sempre ser considerada, mas a referência será:
- Menos de 5 anos - poupança e investimentos de capital garantido e/ou baixo risco.
- Entre 5 e 10 anos - combinação de produtos de capital garantido e de baixo risco e com outros cuja evolução depende do desempenho dos mercados.
- Mais de 10 anos – ações ou ETF de ações podem representar uma parte mais significativa do património.
Segundo critério: qual a capacidade financeira
A capacidade financeira corresponde à possibilidade de suportar uma queda temporária do valor do património. Depende, entre outros fatores, do fundo de emergência, dos rendimentos, estabilidade profissional e da existência de projetos de curto prazo.
Se prevê usar o dinheiro dentro de dois anos, por exemplo, para adquirir um imóvel, não é aconselhável expor essa quantia às flutuações do mercado. Não basta aceitar o risco, mas é necessário ter capacidade financeira para o suportar.
Terceiro critério: a tolerância ao risco e o teste que deve fazer antes de investir
A tolerância ao risco é o fator mais pessoal e provavelmente, o mais difícil de avaliar. Reflete a reação emocional às variações dos mercados.
Imagine que o seu portefólio perde 20% em poucos meses. Qual seria a reação?
- vender imediatamente
- esperar antes de decidir
- manter os investimentos
- investir mais para aproveitar a queda
As primeiras respostas não estão necessariamente erradas, mas indiciam uma menor capacidade emocional para lidar com a volatilidade. Construir um portefólio mais arriscado do que é confortável pode levar a vender no pior momento.
Não sobrestimar a tolerância ao risco. É fácil sentir-se descansado quando os mercados estão em alta. As emoções reais surgem nas quedas significativas. E não haja dúvidas que as bolsas passarão por essas fases.
Prefira ter um portefólio ligeiramente menos arriscado do que aquele que se julga suportar, para evitar vendas em pânico.
Então, qual é o seu perfil?
O enquadramento é geral, mas os três critérios permitem geralmente situar o perfil:
- Perfil defensivo: projeto de curto prazo, prioridade à estabilidade e baixa tolerância a quedas.
- Perfil equilibrado: equilíbrio entre risco e rentabilidade e horizonte idealmente superior a 10 anos.
- Perfil agressivo: investimento de longo prazo, aceitação de fortes flutuações e foco no crescimento do património.
Este perfil tende a evoluir no tempo. O perfil pode alterar-se com a compra de habitação, o nascimento de um filho, uma mudança profissional e, naturalmente, a aproximação da reforma. Por isso é útil rever regularmente a estratégia.
Pode descobrir qual o seu perfil de investidor.
Como construir uma carteira adequada ao seu perfil
Antes de escolher qualquer produto financeiro, determine o seu perfil de investidor. Esta reflexão ajuda a construir uma estratégia coerente e a manter o portefólio de forma disciplinada, mesmo em períodos de volatilidade.
O perfil não indica quais ações, ETF ou fundos que deve comprar, mas permite definir o nível de risco adequado ao seu portefólio.
Partindo dessa base, então passa-se à escolha concreta dos investimentos. Não existem soluções universais, mas existem produtos e repartições mais adaptadas a cada perfil.
Uma boa estratégia não é a que promete maiores ganhos à partida, mas a que conseguirá mantê-los ao longo do tempo.
A DECO PROteste Investe apresenta-lhe um conjunto de carteiras construídas para ir ao encontro dos perfis de risco mais comuns.
Os mais conservadores encontram produtos de capital garantido, enquanto os mais audazes podem investir diretamente em ações seguindo as Escolhas Acertadas.
A meio termo, carteiras de fundos/ETF oferecem um bom compromisso entre rentabilidade e risco. Para uma solução “chave na mão” enquadrada neste perfil dispõe igualmente do fundo de ETF DECO PROteste Carteira Global.
Os erros mais comuns
Investidores iniciados tendem a:
- focar-se apenas na rentabilidade esperada
- copiar carteiras de terceiros
- sobrestimar a tolerância ao risco
- alterar frequentemente a estratégia