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No caso da SpaceX, a euforia dissipou-se e a cotação caiu, depois, abaixo do preço do IPO.

Publicado em: 21 julho 2026
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Autor: Equipa da DECO PROteste Investe

Investir em IPO: quais os riscos para os pequenos investidores?

Investir num IPO pode parecer uma grande oportunidade, mas a euforia inicial favorece muitas vezes os acionistas históricos. Conheça os riscos para pequenos investidores.

O exemplo da SpaceX, e outras IPO recentes, mostra claramente que os pequenos investidores tendem a apanhar o comboio na altura errada. Uma parte significativa do potencial do IPO já foi captada pelos primeiros vendedores.

SpaceX: regresso à realidade

No IPO, as ações da SpaceX foram colocadas a 135 dólares. Nos dias seguintes, a cotação chegou aos 202 dólares, uma valorização próxima de 50%! Depois, a euforia dissipou-se e a cotação já caiu abaixo do preço do IPO.

Este padrão está longe de ser uma exceção. Os ganhos dos primeiros dias beneficiam apenas quem vende rapidamente. O pequeno investidor compra, muitas vezes, quando o entusiasmo está no auge e os primeiros compradores já estão a realizar mais-valias.

IPO: o ‘melhor momento’ para vender?

Uma introdução em bolsa (IPO) pode ser uma oportunidade para participar no crescimento de uma empresa promissora. Contudo, o momento não é fruto do acaso. Os acionistas históricos (fundadores, dirigentes e fundos) optam pela entrada em bolsa quando: a valorização é elevada; há procura por este tipo de empresas; a narrativa é atrativa. Aproveitam a conjuntura favorável para vender parte das suas ações a um bom preço. Logo, o pequeno investidor deveria questionar-se sobre as razões que levam esses acionistas a reduzir a sua exposição precisamente nesse momento.

CSG: sucesso mediático, desempenho dececionante

Impulsionada pelo entusiasmo em torno da Defesa, o grupo checo CSG entrou em bolsa em janeiro, a 25 euros por ação. Nas primeiras horas de negociação, a cotação ultrapassou 32 euros e o IPO foi apresentado como um enorme sucesso. Seis meses depois, a cotação situa-se perto dos 14 euros! Quem realizou o melhor negócio não foram os investidores do IPO, mas os acionistas históricos que aproveitaram uma conjuntura favorável para vender parte das suas ações.

Comprar uma ‘história’ em vez de valor

Num IPO compra-se frequentemente uma narrativa sedutora mais do que uma valorização razoável. A empresa apresenta a sua história da melhor forma possível (crescimento exponencial, inovação, mercado promissor), o mercado entusiasma-se e os media amplificam a euforia. No entanto, historicamente, e depois de passar o efeito de novidade, as ações das IPO têm dificuldade em superar os índices de mercado de forma consistente.

Lições para os investidores

Para os pequenos investidores, uma IPO não é necessariamente um mau negócio, mas raramente corresponde à “grande oportunidade” anunciada pela comunicação da empresa:

  • não confundir mediatismo com valor real;
  • questionar o motivo para os acionistas históricos estarem agora a vender;
  • deixar passar a euforia e investir apenas se a empresa continuar interessante a oferecer uma valorização mais razoável.
 

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