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ASML em destaque nos mercados

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As tensões internacionais beneficiaram o setor da defesa

Publicado em: 19 janeiro 2026
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As tensões internacionais beneficiaram o setor da defesa

Os mercados resistem às turbulências geopolíticas com destaque para a ASML, na semana passada.

As turbulências geopolíticas não abalam os mercados, com estes focados nos primeiros resultados do quarto trimestre de 2025 e nas perspetivas das empresas para 2026.

Nos EUA, o S&P 500 (-0,4%) e o Nasdaq (-0,7%) fecharam em queda, penalizados pelo setor tecnológico (-0,8%) e pela banca (-3,9%), cujos resultados trimestrais foram considerados insuficientes. A BlackRock (+7,2%) foi exceção, pois os ativos sob gestão atingiram um novo máximo em 2025. 

Na Europa, o desempenho foi positivo, com o Stoxx Europe 600 a subir 0,8%. Amesterdão ganhou 2,2% graças à ASML (+7,9%), que consolidou a posição de maior ação europeia. A subida de muitas commodities (ouro, cobre, etc.) permitiu ao setor das matérias-primas valorizar 3,3% na Europa.

Já as petrolíferas europeias subiram 2%. 
As ações de semicondutores ganharam 2,1% depois de a TSMC (+3,6%), maior fabricante de chips do mundo, ter anunciado um aumento de 35% dos lucros no quarto trimestre, resultados que reacenderam o interesse pelas ações de IA e tecnologia. 

O setor de defesa (+3,9%) beneficiou, mais uma vez, das tensões internacionais. A Lockheed Martin subiu 7,3% (+20,4% desde 1 de janeiro).Foi uma semana volátil para o petróleo (+1,3%), que voltou a negociar acima dos 65 dólares antes de recuar.

A recuperação refletiu as crescentes tensões no Irão (3,3 milhões de barris por dia), que produz aproximadamente 3% da oferta global. Este valor compara com o excedente de produção global estimado pela Agência Internacional de Energia de 3,4 milhões de barris por dia em 2026. A Repsol caiu 4,9%, depois de o banco RBC ter emitido uma recomendação negativa para a empresa.

Lisboa fixa novos máximos desde 2010 

A bolsa nacional manteve a tendência muito positiva dos últimos meses e valorizou mais 1,4% na semana passada, fixando um novo máximo desde janeiro de 2010. 

A Galp Energia (+4,5%) liderou os ganhos, a beneficiar da subida do preço do petróleo, seguida da Sonae (+3,7%), que continua estimulada pela melhoria das perspetivas de crescimento após as aquisições recentes. Seguiu-se, o grupo EDP (EDP Renováveis: +3,4% e EDP: +2,4%), ajudado pela estabilização da conjuntura no setor das energias renováveis.  

Pela negativa, os CTT (-2,8%) lideraram as perdas, apesar da substituição do CEO em abril não implicar alterações estratégicas para o grupo, seguidos da Jerónimo Martins (-2,3), cujo aumento de 7,6% das vendas em 2025 não entusiasmou. 

Números da semana

1,728 €    

Após vários anos de fraco desempenho, a cotação da Sonae continua de vento em popa e fechou a semana passada num novo máximo desde o final de 2007, a beneficiar do bom momento da Modelo Continente e da melhoria das perspetivas de crescimento com os novos negócios adquiridos. 

4592,88 $      

Apesar de ter fechado a semana ligeiramente abaixo, o ouro fixou novos máximos na semana passada, acima dos 4600 dólares. O metal precioso beneficia do seu caráter de valor refúgio e turbulência geopolítica em torno do Irão e da Gronelândia. 

Top subidas

Corning +10,5%
Atenor +8,9%
Applied Materials +8,6%
ASML +7,9%
Lokheed Martin +7,3%

Top descidas

Stellantis -10,7%
Porsche -10,5%
Ferrari -7,9%
LVMH -6,6%
Renault -5,8%

A semana em números

Principais Bolsas
Europa Stoxx 600 +0,8% 
EUA S&P 500 -0,4% 
EUA Nasdaq -0,7% 
Lisboa PSI +1,4% 
Frankfurt DAX +0,1% 
Londres FTSE 100 +1,1% 
Tóquio NIKKEI 225 +3,8% 

Variação das cotações entre 09/1/25 a 16/1/25, em moeda local.

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