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A IA criou a necessidade de novos e gigantescos centros de dados

A IA criou a necessidade de novos e gigantescos centros de dados

Publicado em: 04 agosto 2026
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Autor: Jorge Duarte

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Autor: Análise da equipa internacional de analistas da Euroconsumers

AI Gigafactories: o plano europeu de 30 mil milhões que pode impulsionar semicondutores e centros de dados

A Europa quer criar as maiores infraestruturas de inteligência artificial do continente. Descubra o que está em causa e quais os ETF que oferecem exposição a esta tendência.

As "AI Gigafactories" são instalações gigantescas que reúnem dezenas de milhares de processadores especializados, capazes de treinar os modelos de inteligência artificial mais avançados.

Como a Europa pretende reforçar a sua soberania tecnológica

No final de julho, a Comissão Europeia lançou um concurso para construir até sete destas infraestruturas na Europa. Serão 10 mil milhões de euros de financiamento público e a expectativa de atrair mais 20 mil milhões de euros de empresas privadas.

Estas megaestruturas não partem do nada. A Europa já opera uma rede de 19 "AI Factories", de dimensão mais modesta. Cada Gigafactory concentrará pelo menos 100 mil chips avançados, o equivalente a cerca de quatro vezes a capacidade de computação atual da União Europeia.

O entusiasmo ultrapassou as expectativas: 76 projetos, representando mais de 230 mil milhões de euros de investimentos potenciais, levaram Bruxelas a aumentar de 4-5 para sete o número de instalações selecionadas.

As candidaturas encerram a 12 de novembro de 2026, a atribuição dos projetos está prevista para o início de 2027 e as primeiras entradas em funcionamento estão agendadas para meados de 2028.

Que setores podem beneficiar deste investimento massivo

Atualmente, a Europa depende dos processadores e de serviços de cloud norte-americanos ou asiáticos para operar os seus modelos de inteligência artificial.
Este plano da Comissão pretende reduzir a dependência, ao abrigo da denominada "soberania tecnológica".

Na prática, trata-se de dezenas de milhares de milhões de euros injetados num setor em forte crescimento: semicondutores, centros de dados, energia e sistemas de arrefecimento industrial.

Gigantes como Nvidia, AMD e Qualcomm já deram o seu acordo de princípio para fornecer os chips necessários.

Logo, mesmo este plano de "soberania" continua, por enquanto, dependente dos gigantes norte-americanos dos semicondutores, na ausência de alternativas europeias.

Como investir no tema através de ETF diversificados

Para os pequenos investidores, apostar numa única empresa permanece altamente incerto. Contudo, há mais hipóteses de sucesso num investimento mais geral e assente nesta tendência suportada por orçamentos públicos plurianuais (computação, energia, infraestruturas digitais) que deverá captar investimentos massivos durante, pelo menos, uma década.

Logo, a forma mais prudente de abordar este tema é através da compra de ETF, produtos que acabam por distribuir o risco por várias empresas do setor.

- ETF de "semicondutores" incluem habitualmente nas carteiras ações como a Micron Technology, AMD, TSMC, ASML, Broadcom, Nvidia, Intel…)

- ETF de "infraestruturas de centros de dados" incluem sobretudo empresas ligadas ao imobiliário como a Equinix, Digital Realty, American Tower, Crown Castle. Descubra mais detalhes na última análise aos ETF dedicados ao setor imobiliário (REIT).

Riscos de investir em ETF ligados a centros de dados e semicondutores

Mesmo assim, um ETF temático centrado em centros de dados é muito mais volátil do que um ETF dedicado ao mercado acionista mundial ou norte-americano (S&P 500).

Naturalmente, um ETF concentrado num tema específico (muitas delas sociedades imobiliárias norte-americanas, REIT) é mais sensível aos movimentos de mercado (incluindo taxas de juro) do que um cabaz composto por várias centenas ou milhares de empresas de todos os setores.

Além disso, muitas das principais empresas deste ETF apresentam níveis de valorização pouco atrativos.

Para beneficiar do desenvolvimento dos centros de dados, é preferível apostar num ETF de semicondutores. No entanto, como alertamos na última análise, mesmo seguindo esta opção, o risco é significativo e pode criar uma excessiva exposição da carteira ao setor tecnológico.

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