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Nas restantes criptomoedas o maior destaque foi para a NEAR que subiu 177,25%.

Publicado em: 07 outubro 2026
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Autor: Adelino Gonçalves

Bitcoin sobe 6,4% em setembro de 2026: análise e principais acontecimentos

A Bitcoin valorizou 6,4% em setembro de 2026. Conheça os principais acontecimentos do mercado cripto e o desempenho das moedas.

Quanto subiu a Bitcoin em setembro de 2026?

Após dois meses a subir 32%, a Bitcoin tem novamente um mês positivo. 

A Bitcoin (BTC) terminou setembro de 2026 nos 83 626 dólares, o que representa uma valorização mensal de 6,43% face aos 78 571 dólares registados no início do mês.

A BTC abriu o mês perto dos 78 mil dólares. Depois de subir a partir daí iniciou uma correção, com uma descida gradual para a zona dos 76-77 000 dólares. Houve uma ligeira recuperação para cerca de 79 000 dólares nos dias imediatamente anteriores à reunião, seguida de uma queda forte até ao mínimo do mês, perto de 75 000 dólares, no próprio dia 16.

A reversão foi rápida. A partir de 17 de setembro o preço recuperou, rompeu os 80 000 dólares e poucos dias depois registou o máximo do mês nos 87 397 dólares. Desde então consolidou entre 82 500 e 85 000 dólares e fechou o mês de setembro nos 83 626 dólares.

Porque subiu a Bitcoin apesar da subida das taxas de juro?

A 16 de setembro, o FOMC (Federal Open Market Committee) votou por unanimidade (12-0) a subida da taxa-alvo em 25 pontos base, para 3,75%-4%. As projeções apontam ainda para taxas em torno de 4,1% até ao fim de 2027. 

Em princípio, juros mais altos prejudicam um ativo que não paga rendimento. No entanto, desde a decisão a Bitcoin subiu para valores que já não via desde janeiro de 2026. Apesar da recuperação, a Bitcoin continua longe do máximo histórico, registado em outubro de 2025.

O que mudou na regulação das criptomoedas nos EUA?

O CLARITY Act era uma das principais propostas legislativas dos EUA para criar um enquadramento federal abrangente para o mercado de criptoativos. O Senado precisava de 60 votos para avançar com o projeto. A votação ficou em 50 a favor e 49 contra, pelo que o projeto ficou bloqueado. Quatro senadores republicanos juntaram-se aos democratas na oposição. 

Os democratas levantaram fortes objeções às regras de ética e conflitos de interesses relacionadas com Donald Trump e os seus interesses no setor cripto. Consideravam que o projeto não impunha salvaguardas suficientes aos negócios de Trump e da sua família. O fracasso significa que os EUA continuam sem uma lei federal abrangente para definir a estrutura regulatória do mercado cripto.

Isto mantém uma parte importante da regulação dependente da SEC (Securities and Exchange Commission) e da CFTC (Commodity Futures Trading Commission), através das regras e decisões dos próprios reguladores, em vez de um enquadramento aprovado pelo Congresso. A CFTC começou entretanto a avançar com propostas próprias para criar um regime federal de supervisão de determinadas plataformas de criptoativos. 

O bloqueio do CLARITY Act foi negativo para a Bitcoin, ao frustrar as expectativas de maior clareza regulatória nos EUA. O projeto pretendia definir melhor as competências da SEC e da CFTC, reduzindo a incerteza para investidores e empresas.

Após o Senado não reunir os 60 votos necessários, a Bitcoin caiu cerca de 4%, aproximando-se dos 75 mil dólares. O movimento refletiu sobretudo a perda de um potencial catalisador positivo, num contexto já marcado por maior volatilidade. O chumbo da legislação não alterou os fundamentos da Bitcoin, mas prolongou a incerteza regulatória nos EUA. 

Porque continua a Strategy a comprar Bitcoin?

A Strategy, empresa norte-americana conhecida pela sua estratégia de acumulação de Bitcoin, manteve o reforço das suas posições em setembro. Depois de ter retomado as aquisições no final de agosto, a empresa voltou a comprar Bitcoin em várias ocasiões durante o mês.

Entre 14 e 20 de setembro, a Strategy adquiriu 950 Bitcoins por 75,7 milhões de dólares, a um preço médio de 79 670 dólares por Bitcoin. A operação foi financiada com dinheiro disponível e elevou as reservas da empresa para 846 000 Bitcoins.

Na semana seguinte, entre 21 e 27 de setembro, a Strategy comprou mais 1665 Bitcoins por 142,7 milhões de dólares, a um preço médio de 85 681 dólares por Bitcoin. Com esta operação, as reservas aumentaram para 847 666 Bitcoins, adquiridos por um custo agregado de 63,95 mil milhões de dólares e a um preço médio de 75 437 dólares por Bitcoin. A Strategy conta assim com cerca de 4% do total de Bitcoins.

Que criptomoedas tiveram melhor desempenho em setembro?

Neste mês de setembro os principais criptoativos registaram valorizações expressivas, com a Ethereum 8,83%, a XRP 7,99% e a Solana 14,71%. No mês de agosto, a Zcash tinha valorizado 85,1% e este mês teve novamente uma muito boa performance tendo apreciado 69,75%. Contudo, o maior destaque foi para a NEAR que subiu 177,25%.

NEAR +177,25%

A criptomoeda NEAR foi, de longe, o ativo com melhor desempenho da lista. Um dos principais acontecimentos do mês foi a entrada do Bitwise NEAR ETF (NRR) no mercado norte-americano. 

O ETF começou a negociar na NYSE Arca em 29 de setembro, proporcionando pela primeira vez exposição spot ao NEAR através de um produto cotado nos EUA. A Bitwise anunciou também que pretende fazer staking dos NEAR detidos pelo fundo, procurando gerar rendimento adicional.

O lançamento surgiu depois de, durante setembro, a SEC ter tornado efetivo o registo do produto.

Assim, a subida do NEAR pode ser relacionada com maior acesso institucional, expectativa de entradas de capital através de ETF e a narrativa em torno da utilização da blockchain em aplicações de inteligência artificial. 

ZEC +69,75%

No início de setembro, a ZEC ultrapassou os 1000 dólares, enquanto o ETF da Grayscale acumulava cerca de 34,4 milhões de dólares de entradas líquidas desde o lançamento, em 25 de agosto. Ao mesmo tempo, aumentaram o poder computacional da rede e a concorrência entre miners. 

O desempenho do ZEC foi, portanto, acompanhado por um aumento do interesse através de produtos financeiros regulados. A entrada do Zcash no índice Bitwise 10 Large Cap Crypto Index, no rebalanceamento de 29 de setembro, também reforçou a visibilidade institucional do ativo. 

DOT +45,72%

No caso da Polkadot, setembro teve dois catalisadores importantes. O primeiro foi o lançamento do ETF da 21Shares, que começou a negociar nos EUA em 18 de setembro, criando uma nova forma de exposição institucional ao DOT. 

O segundo esteve relacionado com a governação da rede e o projeto dotUSD, uma stablecoin nativa proposta para funcionar como ativo de valor estável dentro do ecossistema Polkadot. A proposta previa, entre outras medidas, a criação de uma reserva inicial de liquidez com 2,5 milhões de dólares em USDT e 2,5 milhões de dólares em DOT. 

ADA +24,79%

Setembro trouxe sobretudo desenvolvimentos relacionados com o ecossistema Cardano. A Fireblocks anunciou suporte integral para tokens nativos de Cardano, permitindo que ativos baseados no Cardano Token Registry e no padrão CIP-68 passem a ser tratados como ativos padrão na plataforma. O suporte deverá chegar aos clientes bancários, exchanges, empresas de pagamentos e fintechs da Fireblocks até março de 2027. 

Vale a pena investir em criptomoedas após a subida?

A DECO PROteste Investe não aconselha o investimento em criptomoedas. Se, apesar disso, decidir especular neste mercado e aceitar um risco muito elevado, recomendamos que não invista mais de 5% da carteira em criptoativos.

Para quem pretende manter uma exposição de longo prazo, o investimento fracionado através do método DCA (Dollar Cost Averaging) — aplicando regularmente montantes definidos — pode reduzir o risco associado à tentativa de escolher o melhor momento de entrada.

Saiba mais sobre este admirável mundo novo com o nosso guia das criptomoedas. 

E como uma vez não chega: NUNCA invista em criptomoedas sem ter um fundo de emergência. E se pretende investimentos em ativos mais seguros do que criptomoedas, leia os nossos conselhos financeiros de ações. 

 

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