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No mês de setembro, a taxa base dos Certificados de Aforro atinge o limite máximo: 2,5% bruta, que mantém em outubro.

Publicado em: 16 outubro 2026
António Ribeiro

Autor: António Ribeiro

Taxa base dos Certificados de Aforro em 2,5%, pelo segundo mês consecutivo

Em outubro, à semelhança do mês anterior, a taxa dos Certificados de Aforro é 2,5%, o valor máximo definido na série atual. A Euribor pode continuar a subir, mas a taxa base dos Certificados já não sobe mais. 

Série F: de início polémico a novo crescimento das subscrições

A série F foi lançada há cerca de três anos, em junho de 2023, e envolta em alguma polémica, já que algumas alterações eram pouco favoráveis ao aforrador. A DECO PROteste foi uma das entidades que mais criticou a nova série, pois apresenta um rendimento inferior – no máximo, 2,5%, maturidade mais longa (15 anos) e prémios de permanência que foram reduzidos para metade nos primeiros 9 anos, face à série anterior (série E). Nos meses que se seguiram, os montantes aplicados foram sucessivamente encolhendo. Mas, recentemente, verificou-se uma inversão da tendência. 

O que explica a recuperação dos Certificados de Aforro?

As baixas taxas dos depósitos, sobretudo nos grandes bancos, o alargamento dos locais de subscrição dos Certificados de Aforro (Banco BiG e APP dos CTT) e a subida da taxa base dos Certificados, devido à subida da Euribor, tem gerado um acréscimo dos montantes aplicados neste tradicional produto de aforro. Segundo os dados mais recentes, no final de agosto estavam aplicados cerca de 44,6 mil milhões de euros em Certificados de Aforro, ainda assim, um valor muito inferior ao dos depósitos, cerca de 204 mil milhões de euros.

Como evoluiu a taxa da série F desde o lançamento?

A taxa base da série F dos Certificados de Aforro, em subscrição, é determinada mensalmente no antepenúltimo dia útil do mês, para vigorar durante o mês seguinte, segundo a fórmula: E3, em que E3 é a média dos valores da Euribor a três meses observados nos dez dias úteis anteriores, sendo o resultado arredondado à terceira casa decimal. A taxa base não poderá ser superior a 2,5% nem inferior a 0%. 

Depois de um longo período em 2,5% bruta, em abril de 2025 começou a cair e não parou até chegar a 1,987%; algumas subidas e descidas nos últimos meses de 2025 e chegou a dezembro com a taxa bruta de 2,057%.

Já em 2026, a taxa base caiu nos primeiros três meses, chegando a 2,012% em março. Mas, nesse mês começam a subir as taxas Euribor, como consequência do conflito no Médio Oriente e, em abril, a taxa base dos certificados começou a subir e não parou, ultrapassando os 2,5% durante o mês de agosto. Assim, no mês de setembro, a taxa base dos Certificados de Aforro atinge o limite máximo: 2,5% bruta, que mantém em outubro.

Algumas séries antigas ainda batem a inflação

Em termos líquidos, a série F rende agora 1,8%, ainda assim, bastante abaixo da inflação prevista para este ano (3,1%, segundo a estimativa mais recente do Banco de Portugal). Assim, estes títulos não lhe garantem uma valorização real das poupanças, tal como também acontece com a maioria dos depósitos. A exceção são algumas séries antigas de Certificados de Aforro. Em outubro, a série A e B rendem 3,5% líquidos; a série B subscrita depois de junho de 1989 rende 3,5% bruta (2,5% líquida, abaixo da inflação); a série D rende até 2,5% líquida; e a série E rende até 4,5% bruta, ou seja, até 3,2% líquida. Assim, algumas delas, garantem um rendimento acima da inflação estimada, mas nem todas. Se tem alguma das séries anteriores, mantenha!

A taxa-base atingiu o teto máximo de 2,5%

É provável que a taxa Euribor continue a subir, mas, como vimos atrás, a taxa base dos Certificados de Aforro está limitada entre 0 e 2,5%. Por isso, mesmo que a Euribor continue a subir, a taxa base dos Certificados de Aforro já não sobe mais.  

Quanto pode ganhar se mantiver os certificados até ao vencimento?

Assim, supondo que a taxa-base atual dos Certificados se mantém nos 2,5% durante os próximos 5 anos, obtém um rendimento anual líquido de 2%, já considerando os prémios de permanência. Nas mesmas condições, mas supondo que aplica por 15 anos, obtém um rendimento anual líquido de 2,4%. 

Pode simular o rendimento para prazos de 1 a 15 anos, supondo que a taxa base se mantém, na calculadora de Certificados de Aforro. 

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