Ahold Delhaize
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A AholdDelhaize registou, no quarto trimestre, um aumento de 0,9% do volume de negócios face ao período homólogo, enquanto a margem operacional subiu de 4,1% para 4,2%.
Desempenho alcançado apesar do impacto negativo do dólar e da introdução, em setembro, de um teto de preços pelo governo sérvio em determinados produtos, medida que gerou prejuízos nesse mercado. A AholdDelhaize apresentou uma queixa formal e anunciou o encerramento de 25 lojas na Sérvia.
No conjunto de 2025, a Ahold registou um crescimento de 3,4% das receitas. Em termos comparáveis, o aumento foi de 5,9%. A margem operacional manteve-se em 4%. Excluindo elementos extraordinários, o lucro por ação aumentou 5%. O grupo cumpriu, assim, os objetivos definidos para 2025.
A AholdDelhaize propõe um dividendo de 1,24 euros (+6%). Para 2026, a Ahold antecipa uma margem operacional de 4% e um crescimento do lucro por ação entre 5% e 10%, sem efeitos cambiais. Estimamos lucros por ação de 2,73 euros em 2026 e de 2,82 euros em 2027.
Apesar dos desafios, a AholdDelhaize apresentou um desempenho muito sólido. Destaca-se o facto de as vendas online já representarem mais de 11% do total. As margens mantiveram-se resilientes num quadro de concorrência muito intensa.
H&M
Manter
Nos últimos 12 meses (exercício fiscal encerrado a 30/11), as receitas da H&M diminuíram 2,6% face ao ano anterior. A rentabilidade melhorou e o lucro líquido atingiu 7,58 coroas suecas por ação, um aumento de 3,6%.
Para 2026, a H&M pretende consolidar as bases para um crescimento rentável e sustentável, com foco na relação qualidade-preço, num contexto que permanece incerto.
Contudo, no curto prazo, as vendas entre dezembro de 2025 e janeiro de 2026 deverão cair 2% a taxas de câmbio constantes, penalizadas pela antecipação da procura durante a Black Friday no final de novembro e por um efeito de calendário desfavorável associado ao Ano Novo Chinês, que este ano ocorre em fevereiro.
Revimos em alta as nossas estimativas: antecipamos um lucro por ação de 8,4 coroas em 2025/26 e de 9,6 coroas em 2026/27.
Kraft Heinz
Vender
A Kraft Heinz colocou em pausa o seu projeto de cisão para concentrar recursos na recuperação operacional, considerada prioritária num contexto de deterioração dos volumes, das margens e das perspetivas para 2026. O novo CEO, em funções desde janeiro, optou por privilegiar a execução do plano operacional em detrimento de um processo de cisão dispendioso e moroso.
Esta decisão não altera o nosso diagnóstico fundamental: crescimento orgânico fraco, portefólio de marcas maduras e margens ainda sob pressão num ambiente altamente concorrencial. A suspensão do projeto não modifica, portanto, o nosso conselho de venda.
Philips
Manter
A Philips enfrentou um 2025 exigente, marcado pela introdução das tarifas aduaneiras norte-americanas. Ainda assim, a Philips voltou a gerar lucros pela primeira vez desde 2021, após vários exercícios afetados pelo escândalo relacionado com ventiladores defeituosos. As vendas aumentaram 2%, excluindo efeitos cambiais e de perímetro, impulsionadas pelo dinamismo do segmento de Saúde Pessoal, que registou um crescimento de 8%.
Para 2026, a Philips projeta um aumento das vendas entre 3% e 4,5%, bem como uma melhoria das margens ajustadas, suportada por ganhos adicionais de produtividade, apesar da maior pressão das tarifas. No horizonte 2026-2028, a Philips prevê um crescimento médio anual das vendas em torno de 5% e uma continuação da melhoria da rentabilidade.
A estratégia permanece centrada na imagiologia médica, no diagnóstico e nos cuidados conectados, áreas sustentadas pelo envelhecimento demográfico e pela digitalização dos cuidados de saúde. O dividendo relativo a 2025 mantém-se em 0,85 euros por ação.
A Philips iniciou a recuperação, mas necessita ainda de restabelecer de forma duradoura a credibilidade operacional, significativamente afetada pelo processo dos ventiladores. A empresa continua exposta a processos judiciais nos Estados Unidos, o que constitui um fator de incerteza. Após a recente valorização, a cotação aproxima-se dos níveis de há um ano e parece refletir adequadamente o valor atual.