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Como rentabilizar o reembolso do IRS

O reembolso do IRS é a devolução do que os contribuintes retiveram a mais para o Estado. Se consegue pôr esse dinheiro de parte, saiba como rentabilizá-lo.

17 junho 2020
casal a analisar como rentabilizar o reembolso do IRS

iStock

Receber o reembolso do IRS é uma lufada de ar fresco para a maioria das pessoas. O dinheiro extra pode ajudar a pagar algumas dívidas, reservar férias, dar como entrada num carro, entre outras situações que ficam adiadas quando o cinto está apertado.

Mesmo com o pequeno ajuste que as tabelas de retenção na fonte tiveram no início de 2019, o reembolso médio de IRS que os contribuintes estão a receber, relativo aos rendimentos que ganharam no ano passado, é na ordem dos mil euros. Para alguns contribuintes que entregam o IRS em conjunto e que têm filhos, os valores chegam a ultrapassar os 3 mil euros.

O que poderia ser uma razão de contentamento para os contribuintes, é uma evidência de que, durante um ano, lhes foi retido imposto superior ao devido. No momento da entrega da declaração de IRS são feitas as contas entre o imposto que o contribuinte terá mesmo de pagar e aquele que lhe foi retido durante o ano. A esta diferença são, ainda, retiradas as deduções relativas às despesas efetuadas, como as de saúde e educação, e as relativas à composição do agregado familiar.

As tabelas relativas à retenção na fonte, atualmente, não expressam a realidade da constituição dos agregados familiares. Todos os meses, há imposto a ser retido em excesso aos contribuintes, com vantagens para o Estado: durante um ano, os contribuintes que recebem reembolsos “emprestam” dinheiro ao Estado a custo zero.

Esta situação desvirtua por completo a natureza do imposto e da regra da retenção na fonte, que deveria aproximar, o mais possível, o imposto que é retido na fonte daquele que o contribuinte tem realmente a pagar.

Assim, até pode ter motivos para ficar contente com o reembolso do IRS, mas não se iluda: o dinheiro é e sempre foi seu.

4 dicas para oupar ou investir o reembolso do IRS

Se recebeu o seu reembolso e não tem necessidade de utilizar o dinheiro, porque não aproveitar para começar uma poupança? Ou para reforçá-la, caso já tenha um pé-de-meia? A PROTESTE INVESTE identificou algumas formas de investir o reembolso do IRS.

1. Depósitos a prazo

Uma solução passa por aproveitar os melhores depósitos oferecidos por alguns bancos. Neste momento, é no BNI Europa que encontra as melhores taxas para depósitos a 12 e 36 meses. 

2. Produtos de dívida pública

Outra opção consiste em aplicar o dinheiro em produtos de dívida pública. Os Certificados do Tesouro Poupança Crescimento garantem um rendimento mínimo de 1% líquido ao ano, se mantiver durante os 7 anos. A partir do segundo ano, ao valor da taxa, acresce ainda um prémio em função do crescimento do PIB. Estes Certificados não têm liquidez no primeiro ano, mas após o primeiro pagamento de juros, pode resgatar quando entender. Subscrevem-se nos Correios com um mínimo de 1000 euros.

3. Planos Poupança-Reforma (PPR)

Se está em idade adulta e não tem um PPR, o melhor é pensar seriamente no assunto, pois as reformas tendem a diminuir. Quanto mais cedo começar, mais liberdade terá para escolher produtos com maior potencial de rendimento e maior será o valor acumulado. Caso já tenha um plano poupança-reforma, compare-o com os melhores do mercado no site Ganhe Mais no PPR e descubra se deve transferi-lo para um produto mais rentável.

Quem está a mais de 10 anos da idade de reforma pode escolher um PPR com investimento em ações e sem garantia de capital. Embora não tenha capital garantido, a longo prazo, o potencial de rendimento é superior. Caso esteja a 10 anos ou menos da idade de reforma, o melhor é escolher um PPR sob a forma de seguro com capital garantido.

4. Carteira de fundos

Se não pretende um PPR ou já tem, e ainda assim quer usufruir dos ganhos potenciais das bolsas, pode criar uma carteira de fundos. As estratégias da PROTESTE INVESTE aplicam em fundos de ações e obrigações. Pode replicá-las diretamente ou, mais simplesmente, subscrevendo os fundos Optimize Selecção. O mínimo de subscrição é apenas de 10 euros. 

Conheça mais em detalhe as recomendações dos nossos especialistas no site da PROTESTE INVESTE.

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