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Como rentabilizar o reembolso do IRS

O reembolso do IRS é a devolução do que foi retido a mais pelo Estado. Se consegue pôr esse dinheiro de parte, saiba como rentabilizá-lo.

26 maio 2021
casal a analisar como rentabilizar o reembolso do IRS

iStock

Receber o reembolso do IRS é uma lufada de ar fresco para a maioria das pessoas. O dinheiro extra pode ajudar a pagar algumas dívidas, reservar férias, dar como entrada num carro, entre outras situações que ficam adiadas quando o cinto está apertado.

O direito a reembolso poderia ser uma razão de contentamento para os contribuintes, mas é uma evidência de que, durante um ano, lhes foi retido imposto superior ao devido. No momento da entrega da declaração de IRS são feitas as contas entre o imposto que o contribuinte terá mesmo de pagar e aquele que lhe foi retido durante o ano. A esta diferença são, ainda, retiradas as deduções relativas às despesas efetuadas, como as de saúde e educação, e as relativas à composição do agregado familiar. Durante um ano, os contribuintes que recebem reembolsos “emprestam” dinheiro ao Estado a custo zero. Assim, até pode ter motivos para ficar contente com o reembolso do IRS, mas não se iluda: o dinheiro é e sempre foi seu.

5 dicas para poupar ou investir o reembolso do IRS

Se recebeu o seu reembolso e não tem necessidade de utilizar o dinheiro, porque não aproveitar para começar uma poupança? Ou para reforçá-la, caso já tenha um pé-de-meia? A PROTESTE INVESTE identificou algumas formas de investir o reembolso do IRS.

1. Depósitos a prazo

Neste momento, os depósitos não são o produto mais interessante, mas pode aproveitar os “superdepósitos”, se forem adequados ao montante que tem disponível para aplicar. Os "superdepósitos" são depósitos especiais para novos clientes ou novos montantes, com taxas de juro muito acima da média, mas geralmente por prazos muito curtos (três ou seis meses). 

2. Produtos de dívida pública

Outra opção consiste em aplicar o dinheiro em produtos de dívida pública. Os Certificados de Aforro têm um mínimo de subscrição baixo (apenas 100 euros) e permitem entregas a qualquer momento. O rendimento de base da série em comercialização (série E) depende da taxa Euribor a três meses, que continua em valores negativos. Por essa razão, a taxa de base dos Certificados de Aforro continua baixa (0,3% líquidos em maio). No entanto, oferecem um prémio de permanência de 0,5%, do segundo ao quinto ano, e de 1% a partir do sexto.

Os Certificados do Tesouro Poupança Crescimento (CTPC) são outra opção. Também se subscrevem nos CTT mas o montante mínimo exigido na subscrição, ou em cada reforço, é de 1000 euros. Os juros são pagos anualmente na conta bancária a uma taxa de base crescente, entre 0,75% e 2,25% brutos. Se mantiver durante os sete anos, terá um rendimento líquido de 1% ao ano. Oferecem ainda uma bonificação a partir do segundo ano, em função do crescimento do PIB. 

3. Planos Poupança-Reforma (PPR)

Se não tem um PPR, o melhor é pensar seriamente no assunto, pois as reformas tendem a diminuir. Quanto mais cedo começar, mais liberdade terá para escolher produtos com maior potencial de rendimento e maior será o valor acumulado. Caso já tenha um plano poupança-reforma, compare-o com os melhores do mercado no site Ganhe Mais no PPR e descubra se deve transferi-lo para um produto mais rentável.

Quem está a mais de 10 anos da idade de reforma pode escolher um PPR com investimento em ações e sem garantia de capital. Embora não tenha capital garantido, a longo prazo, o potencial de rendimento é superior. Caso esteja a 10 anos ou menos da idade de reforma, o melhor é escolher um PPR sob a forma de seguro com capital garantido.

4. Seguros de capitalização

Os seguros de capitalização de taxa fixa podem ser boas alternativas aos depósitos e títulos de dívida pública, pois garantem o capital e um rendimento mínimo. Mas trata-se de uma categoria onde os produtos são escassos. A Lusitania tem dois seguros, um a 3 anos e outro a 5 anos, disponíveis para subscrição até ao final de 2021.

5. Carteira de fundos

Se não pretende um PPR ou já tem, e ainda assim quer usufruir dos ganhos potenciais das bolsas, pode criar uma carteira de fundos. As estratégias da PROTESTE INVESTE aplicam em fundos de ações e obrigações. Pode replicá-las diretamente ou, mais simplesmente, subscrevendo os fundos Optimize Seleção. O mínimo de subscrição é apenas de 10 euros. 

Conheça mais em detalhe as recomendações dos nossos especialistas no site da PROTESTE INVESTE.

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