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como investir em obrigações do tesouro portuguesas

As Obrigações do Tesouro compram-se num banco ou numa corretora, e não nos CTT como os certificados.

Publicado em: 02 novembro 2026
Jorge Duarte

Autor: Jorge Duarte

Como comprar Obrigações do Tesouro em bolsa

As Obrigações do Tesouro voltaram a atrair investidores graças às taxas mais elevadas. Saiba como comprá-las e quais os custos envolvidos.

Porque as Obrigações do Tesouro voltaram a despertar o interesse dos investidores?

As Obrigações do Tesouro são títulos de dívida pública como os Certificados de Aforro e os Certificados do Tesouro.

Devido à subida generalizada das taxas de juro, as Obrigações do Tesouro voltaram a destacar-se. Como vimos numa recente análise, ao comprar Obrigações do Tesouro pode obter um rendimento superior à inflação.

Esta situação contrasta com os débeis rendimentos propiciados pelos Certificados, cujas taxas de juro estão limitadas ou restringidas pelas respetivas fórmulas de cálculo.

Contudo, investir em Obrigações do Tesouro não é tão simples como em Certificados.

Onde comprar Obrigações do Tesouro?

Os pequenos investidores terão habitualmente de adquirir Obrigações do Tesouro em mercado secundário, isto é, em bolsa. As obrigações são compradas e vendidas entre investidores, depois de já terem sido emitidas.

Por isso, tem de recorrer a um banco ou corretora. Não pode comprar Obrigações do Tesouro nos CTT, tal como acontece com os Certificados.

Como funciona a negociação de Obrigações do Tesouro em mercado secundário?

As diferenças vão muito além do canal de aquisição.

A compra de obrigações em bolsa é ainda menos intuitiva do que a de ações devido às particularidades deste produto financeiro.

O preço é expresso em percentagem do valor nominal. Por exemplo, a OT 10/2030 está a ser negociada em torno de 90%. Por outras palavras, um preço de 90 significa que o investidor paga 90 euros por cada 100 euros de valor nominal. Ou ainda, se investir 5000 euros numa OT cotada a 90%, estará a adquirir aproximadamente 5556 euros de valor nominal.

Ordens limitadas: uma proteção essencial?

Dependendo do mercado onde a OT negoceia, pode existir uma diferença significativa entre os preços de compra e venda (spread). Trata-se de um custo implícito que o investidor acaba por suportar.

Por isso, ao introduzir uma ordem de compra ou venda, é bastante aconselhável utilizar uma ordem limitada, definindo o preço máximo que pretende pagar (evite ordens ao melhor/mercado).

Nas obrigações, a liquidez pode ser inferior à das ações e uma ordem ao mercado pode resultar numa execução a um preço desfavorável.

O que são juros corridos e como influenciam a compra de Obrigações do Tesouro?

Além disso, ao valor de aquisição acrescem juros corridos. Ou seja, os juros acumulados entre o último pagamento do cupão e a data da compra, que o comprador de uma obrigação deve pagar ao vendedor no momento da compra.

Um exemplo: imagine que adquire uma OT cujo último cupão anual foi pago há dois meses. Quando a compra em bolsa terá de pagar também os juros correspondentes a esses dois meses. No final dos dez meses seguintes, irá receber a totalidade do cupão anual.

Não tem de calcular esse valor. Antes de confirmar a ordem, o banco ou a corretora apresentam normalmente o montante total da operação, incluindo os juros corridos.

Se vender a OT em bolsa terá igualmente direito a receber os juros corridos desde o último pagamento.

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